WWF avalia unidades de conservação de Goiás

 em Goiás +20

Método fornece ferramentas para proteção de sistemas naturais

 

O WWF-Brasil, por meio do Programa Cerrado Pantanal, lançou a publicação “Implementação da Avaliação Rápida e Priorização da Gestão de Unidades de Conservação (Rappam) em Unidades Estaduais em Goiás”. O trabalho é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Goiás (Semarh), e traz os resultados da metodologia Rapid Assessment and Priorization of Protected Area Management (Rappam), sigla em inglês, para Avaliação Rápida e Priorização da Gestão de Unidades deConservação. Foram avaliadas dez unidades de conservação, sendo oito Parques Estaduais (PES) e duas Áreas de Proteção Ambiental (APA). São eles: Parque Estadual da Serra de Caldas Novas; Parque Estadual dos Pirineus; Parque Estadual de Terra Ronca; Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco; Parque Estadual Telma Ortegal; Parque Estadual do Araguaia; Parque Estadual da Serra Dourada; Parque Estadual da Mata Atlântica; APA do Pouso alto e APA do João Leite.

Os resultados do estudo mostram que as unidades de conservação enfrentam desafios semelhantes aos de áreas protegidas em outras regiões do país, como, por exemplo, incêndios, obras de infraestrutura externas a seus limites, invasão por espécies exóticas, descarte de resíduos, caça e coleta de produtos não madeireiros.Para Julio Cesar Sampaio, coordenador do Programa Cerrado Pantanal, o Estado de Goiás possui importantes remanescentes de Cerrado, incluindo áreas com riquezas e recursos únicos na região, como o Pico do Pirineus e as Cavernas de Terra Ronca, apenas para citar alguns exemplos. “A avaliação do Rappam traz uma fotografia dos principais gargalos na gestão das unidades de conservação no estado e, sem dúvida, é uma importante ferramenta para a melhoria do processo”, explica. Para Julio, mais do que criar uma unidade no Brasil, que já configura um grande desafio para a conservação, gerir aquelas existentes demanda ainda um grande esforço. “Essa avaliação é a nossa contribuição para a quebra desse paradigma e, neste sentido, o WWF-Brasil tem se esforçado junto com o Governo Federal e os estados a superarem o desafio da gestão dos sistemas de unidades de conservação”, afirma.

Rappam

A metodologia foi desenvolvida pela Rede WWF entre 1999 e 2002 para fornecer ferramentas voltadas ao desenvolvimento de políticas adequadas à proteção de sistemas naturais e à formação de uma rede global viável de áreas protegidas. Mundialmente, o RAPPAM já foi aplicado em 22 países e no Brasil a ferramenta já foi utilizada nos estados de São Paulo, Paraná, Acre, Amapá, Mato Grosso, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Pará e nas unidades federais de conservação, estas últimas já tendo o segundo ciclo de avaliação. Já foram contempladas cerca de 500 unidades de conservação brasileiras.A avaliação da gestão tem início com a análise do contexto em que as áreas protegidas se inserem e, por isso, devem ser consideradas informações sobre a importância biológica e socioeconômica, as pressões e ameaças que as afetam e o nível de vulnerabilidade existente. Os outros elementos do ciclo dizem respeito ao planejamento, insumos, processos, produtos e resultados alcançados em relação aos objetivos das áreas protegidas. A reflexão sobre as fragilidades e potencialidades relativas a cada elemento de avaliação deve servir de base para o planejamento de estratégias que visem à melhoria de sua efetividade de gestão.

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