Vilmar Rocha assume novo papel

 em Goiás, Política

Em entrevista exclusiva ao Goiás Mais 20, antes da posse na Secretaria de Cidades e Meio Ambiente, ele fala de Meio Ambiente, política, projetos, filosofia de vida e gostos pessoais

 

Por Roberta Brum

Vilmar Rocha, assume nesta segunda-feira a Secima – Secretaria de Cidades e Meio Ambiente. O próprio nome da secretaria ainda era uma ideia em discussão nos bastidores quando Vilmar nos recebeu, coberto de bom humor, em seu escritório para esta entrevista exclusiva na semana passada.

A missão era conhecer melhor o homem que estará detrás do Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos em Goiás. Saber mais da longa experiência parlamentar, partidária e intelectual, como professor de faculdade e também do Vilmar além de todos estes personagens.

“A hora que você falou o nome todo da secretaria, eu falei ‘UFA’, porque é muita coisa junto!”, brinca Vilmar Rocha, ao apenas começar a entrevista. Logo, explica que encarou o convite como um grande desafio.
“Esta secretaria partiu de uma decisão política de juntar estes assuntos e fazer a integração para criar uma unidade de ação. Estou muito animado porque pelas informações que eu obtenho a secretaria tem quadros muito qualificados, gente muito experiente.”

O futuro secretário comenta que o mês de janeiro foi de muita observação e que em fevereiro já pretende desenhar a agenda de ações para o setor. Vilmar reconhece que uma secretaria de meio ambiente é para ele uma questão muito desafiante. Entretanto, diz que usará seu conhecido perfil negociador na tarefa. “Só quem tem capacidade de dialogo é capaz de fazer alianças, formar maiorias e resolver os problemas; é preciso ter bom senso. Haverá sempre pessoas com posições radicalizadas. Estas posições você deve desprezar, formar uma maioria, um pensamento majoritário e levar as coisas para frente”, receita.

ÁGUA – O peso do desafio fica exaltado em uma semana onde o assunto principal é a crise hídrica que assola o país. Ele aponta que a área metropolitana de Goiânia está em situação privilegiada pela reserva do João Leite e que o foco de trabalho seria no entorno de Brasília. “Já temos o reservatório de Corumbá, vamos dar funcionalidade e concluir o projeto para que ele possa abastecer esta região”. Vilmar quer ser estratégico e antever possíveis problemas: “vamos mapear cidades que já enfrentaram falta de água ou que possam ter a curto prazo”, promete. Além das ações estruturais de médio e longo prazo, ele defende duas simples medidas a curtíssimo prazo: a reeducação do consumidor para economizar e evitar as perdas vigiando vazamentos. Além do tema da água, o novo secretário terá como prioridades imediatas as questões da mobilidade nos centros urbanos e de gestão dos resíduos.

Nós perguntamos ao novo secretário se ele acha que o tema ambiental está bem encaminhado nas discussões e nas ações a nível mundial. Para ele, há uma consciência crescente que inclusive se faz presente nas agendas públicas. “As ações ainda são insuficientes, mas elas chegarão porque o primeiro passo é tomar consciência”, acredita.

ARAGOIÂNIA – O ex-deputado Vilmar Rocha se orgulha de nunca ter optado por se abster em uma votação e quando pedimos que tome partido em um dos temas de atualidade mais polêmicos no Estado – o aterro de Aragoiânia – ele responde: “Nós estamos levando este assunto com muita tranquilidade, muita serenidade. Há uma comissão na Secretaria de Meio Ambiente estudando isto e eu dei o prazo até 16 de fevereiro para dar o parecer sobre este assunto. Já recebi os empresários e já ouvi os que são contra e nós vamos decidir e arbitrar. Só que o bom senso recomenda que façamos isso depois deste relatório que a secretaria está preparando”.

PERSONAGENS – Vilmar Rocha já fala como secretário, antes mesmo da posse. E também garante honrar o compromisso até 2018, desmentindo rumores de que seria candidato a prefeito de Goiânia. “Eu não vou ser candidato! Na vida política e pessoal você tem que tomar decisões, fazer escolhas e ser coerente com estas escolhas. A palavra compromisso, a raiz dela, é fidelidade à sua escolha. Não quer dizer que não se possa mudar. Você pode fazer uma nova escolha, porém seja fiel a essa nova escolha. Eu tomei a decisão de ser secretário e não vou largar a secretaria pra ser candidato”, enfatiza.

Vilmar Rocha também já se despiu do personagem anterior, candidato a senador derrotado – com mais de um milhão de votos. “Faço muito autoanálise, na próxima campanha não cometerei os mesmos erros, posso cometer erros novos”.

Um dos homens de confiança do governador, se vê militante de um projeto político que visa a modernização e contemporização do estado e, que nestes próximos 4 anos, dará foco a gestão e a ações estruturantes pro futuro. Segundo ele este caminho será aberto às novas tecnologias e à parceria público – privada. “Não é um conceito novo, mas ainda não foi bem posto em prática no Brasil”, comenta. Acredita também que sua boa relação pessoal com o novo Ministro das Cidades, Gilberto Kassab, será benéfica para Goiás. Vê o Estado como um lugar de futuro e que será estratégico pro Brasil.

O menos conhecido de seus personagens, o Vilmar das horas vagas, encontra na leitura seu refúgio preferido, o que reflete em uma conversa rica em conhecimento e exemplificações únicas.

Este homem – que nomeia ‘Gratidão’ como melhor valor e bife a cavalo como comida preferida – se entusiasma ao falar de Juscelino Kubitscheck e, sem perceber, neste exemplo fala mais de si mesmo que do próprio ex-presidente: “Ele não era só racional, mas também emoção, espírito. Para conduzir um país como o nosso é preciso ter capacidade de liderar e criar este espírito. Nosso país é muito emocional, heterogêneo, desigual. Você só une tudo isso criando um espírito de autoestima e de confiança no país.”

 

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