Uso da tecnologia é caminho sem volta

 em Inovação

via O Popular

Se antes os agricultores olhavam ressabiados para algumas técnicas que eram aos poucos introduzidas pelos que pregam a inovação, hoje esse é um caminho sem volta.

Os aparatos tecnológicos fazem parte do dia a dia da maioria dos pequenos, médios e grandes produtores rurais goianos, dependendo da necessidade e disponibilidade financeira.

Muitos nem conseguem mais imaginar o trabalho sem os benefícios gerados pelos GPS, aplicativos, softwares de gestão e consultas no mercado financeiro.

Dentre todos esses recursos estão os drones. Utilizados pelos militares norte-americanos, os Veículos Não Tripulados (Vants) vêm sendo utilizados para diversas atividades, inclusive no campo.

Segundo Clertan Alves Macedo, diretor-administrativo da Fort Aviação Agrícola, cuja empresa estuda o desenvolvimento dos aparelhos no campo, a ideia inicial era que os drones realizassem todo o acompanhamento das aplicações de insumos. “Era para que ele servisse para verificar a qualidade das aplicações ou suas eventuais falhas”, afirma.

Entretanto, começou a perceber que o potencial da máquina supera as estimativas iniciais.

Do alto, é capaz de observar com mais detalhes a presença de nematoides, ferrugem asiática, falhas de plantio e diferença de solo nos talhões. “O produtor nem sempre consegue identificar isso andando pela lavoura”, explica.

A ferramenta pode ser utilizada nas culturas de soja, milho, cana-de-açúcar e algodão. Nos plantios de eucalipto, conta, a Embrapa está desenvolvendo um software que, com imagens em infravermelho, conseguem visualizar a presença de formigueiros. “Assim não se perde mais tempo e diminui a necessidade de mão de obra”, explica.

Clertan Alves calcula que o investimento num drone chega a R$ 10 mil, sem contar os custos dos softwares. “É preciso de regulamentação, mas é um caminho sem volta”, diz.

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