“Temos que aprender uma nova forma de consumir o planeta, ou então não vai ter pra ninguém”

 em FICA

Raquel Teixeira fala em exclusiva ao Goiás Mais 20 sobre educação ambiental nas escolas

A Secretária de Educação, Cultura e Esportes Raquel Teixeira acredita que a conscientização sobre o futuro do planeta começa nas escolas e portanto decidiu que a as próximas edições do FICA – Festival Internacional de Cinema Ambiental terão ainda mais ações nas escolas, não só na cidade de Goiás mas também em outras regiões do Estado. “O FICA é mais que um festival de cinema ele é um veículo de transmissão dos riscos, da conscientização, da militância ambiental através da imagem e cada vez mais queremos aproximar o Fica das escolas para que ele passe a ter um papel pedagógico, mudando hábitos e comportamentos nas próximas gerações”, comenta.

Em entrevista exclusiva ao Goiás mais 20, ela explicou que a experiência da conexão do festival com as escolas nesta edição foi bastante positiva. “A recepção foi a melhor possível. As antigas gerações estão mais abertas enquanto as antigas estão mais arraigadas nos hábitos negativos”, revela.

“Eu não tenho dúvida de que é através das gerações mais jovens que nós mudamos os hábitos, as atitudes, os comportamentos e até as perspectivas de mundo das pessoas. Portanto ao inserir nas escolas a consciência ambiental sobre a vulnerabilidade do planeta – pela forma como nós conduzimos a nossa vida – só isso pode salvar.”

Sim, a secretária acredita que ainda dá tempo. “Acredito porque também acredito na ciência, na tecnologia e na inovação como ferramentas que produzirão formas de salvaguardar. Mas isso tem que ser aliado ao nosso comportamento.”, justifica. Para ela o modelo capitalista, consumista que temos hoje está exaurido e cabe a nós pensarmos novas formas de vivência.

“Se o mundo todo tiver o nível de consumo por exemplo dos Estados Unidos hoje, nós já precisaríamos de 3 planetas”, adverte a secretária. Ela mostra defende a urgência por mudanças. “As populações estão mais ricas e mais pessoas estão na escola, tem aspirações de ir para a universidade, ter uma vida melhor. O anseio de consumo é real, assim como o crescimento demográfico. Portanto, temos que aprender uma nova forma de consumir o planeta, ou então não vai ter pra ninguém”

Raquel, que esteve na Cidade de Goiás durante todo o festival, relembrou que mesmo com a verba reduzida pela metade o FICA movimentou a economia da cidade “de uma forma excepcional”. “Foram 800 mil Reais de investimento direto. 900 mil reais de forma indireta. Isso é maior do que a arrecadação mensal da cidade. Portanto, grande o incremento econômico, além do social e cultural”, avalia. Mais uma vez ressaltou o grande impacto do braço social do festival – o FICA na comunidade.

 

 

 

 

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