Semarh flagra felinos de médio e grande porte em Goiás

 em Goiás +20

As duas espécies encontradas sofrem risco de extinção em todo o País

Em monitoramento de fauna silvestre realizado pela Semarh, a equipe técnica registrou imagens de felinos da fauna silvestre em teritório goiano, por meio da utilização de armadilhas fotográficas (as conhecidas câmeras tipo “Trap”). Entre os animais, há imagens de suçuaranas (Puma concolor), o segundo maior felídio neotropical. Em outra área, nesse mesmo trabalho, os biólogos conseguiram capturar uma filmagem de uma jaguatirica(Leopardus pardalis). Ambas ocorrem em uma grande variedade de hábitats, desde áreas florestais a regiões de caatinga, além de áreas abertas de campos de pastagem e cultivos.

A suçuarana está presente em todos os biomas brasileiros. Possui hábito alimentar eminentemente carnívoro, adaptado as suas regiões de ocorrência. Animal de habito noturno, podendo em ocasiões esporádicas, ser observado no dia, sobretudo ao alvorecer. A Espécie é ameaçada de extinção de acordo com a lista oficial do Ibama. Ameaçada criticamente devido à destruição de habitat e caça. No Brasil, restam algumas populações pequenas e em declínio.

Já a jaguatirica é um felino de pequeno-médio porte (terceiro maior felino do País), dominante nas áreas de cobertura vegetal mais densa. Espécime com hábito alimentar eminentemente carnívoro, adaptado às regiões onde habita. Animal de hábito noturno, pode ser observado raramente durante o dia. Habita florestas tropicais, a caatinga, os cerrados e o pantanal. Também está ameaçada de extinção, classificada com espécie Vulnerável (categoria de ameaça que inclui as espécies que não se encontram criticamente em perigo, mas correm um alto risco de extinção em médio prazo).

A Semarh disponibiliza algumas dessas filmagens e declara que, em respeito ao bem estar animal desses indivíduos filmados, não divulga a localização das gravações. O objetivo é levar a população a se atentar às peculiaridades da fauna e à preservação do meio ambiente.

Felinos no Brasil

Globalmente, os grandes felinos encaram três grandes ameaças: diminuição da base alimentar, perseguição direta por humanos e fragmentação de hábitat.  Esses três fatores de redução dos indivíduos na natureza geralmente ocorrem simultaneamente, principalmente como produtos da atividade humana. A predominância de um fator em relação aos outros será variável conforme a cultura local, economia e sistema de utilização de uso do solo. Em áreas onde há atividade agropecuária, a perseguição aos felinos é mais intensa devido ao recorrente ataque ao rebanho. A perda do rebanho por predação é uma das principais fontes de conflito entre humanos e os grandes felinos, e a maior causa da diminuição das populações em suas áreas de ocorrência naturais. Cientistas estimaram que a maior proporção de mortalidade (75%, aproximadamente) dos estudos realizados com felinos adultos são resultantes de conflitos com seres humanos. No Brasil, as suçuaranas são consideradas como ameaçadas de extinção, apesar de não serem consideradas ameaçadas por critérios internacionais da Lista Cites de ameaçados de extinção internacional.

Embora não exista atualmente qualquer indicativo de que as populações de  pumas estão em declínio grave no Brasil, a sua caça ou outros meios é proibida por lei. Apesar do status controverso de ameaça isso não implica que os pumas não devem ser protegidos como se deve, como por exemplo, locais onde restringiu-se sua área de distribuição, sobretudo as áreas montanhosas no sul do Brasil. A elevada taxa atual de desmatamento nas florestas tropicais de terras baixas da Bacia Amazônica do Norte do Brasil é motivo de preocupação e pode eventualmente levar à fragmentação generalizada, como nas Floresta Atlântica e Floresta de Araucárias (Mata de Araucarias e Pinhais, doravante Floresta de Araucária), florestas do Leste e Sul do Brasil, respectivamente, em outras áreas que já estão fragmentadas.

Assessoria da Semarh.

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