Saiba os efeitos dos poluentes emitidos pelos veículos

 em Sustentabilidade

Via: Planeta Sustentável

É ponto pacífico que, para frear o aquecimento global, é necessário reduzir os níveis de emissões dos veículos. Com a frota mundial aproximando-se da casa dos bilhões e com perspectivas de dobrar nos próximos 40 anos, qualquer discussão, seja ela científica ou de mesa de bar, que mencione mudança climática passa pelo escapamento dos carros. Mas, afinal, o que exatamente são emissões? No texto abaixo você pode identificar os principais poluentes lançados pelos veículos na atmosfera e os danos que cada um causa ao meio ambiente e à saúde humana.


Apesar das diferenças no processo de combustão, os motores de ciclos Diesel e Otto têm forte parentesco: emitem poluentes em comum, embora em quantidades bem distintas. As exceções são os aldeídos, exclusividade dos motores a álcool e gasolina, e o material particulado, quase todo emitido pelos motores a diesel.
Nos motores de ciclo Diesel, a combustão ocorre por compressão. O cilindro se enche de ar, que é comprimido. Depois, é injetado o diesel, que, com a alta temperatura do ar, entra em combustão. Por fim, há a exaustão dos gases, como os óxidos de nitrogênio, o dióxido de enxofre e o material particulado.
No motor de ciclo Otto – gasolina, álcool, flex ou GNV -, a combustão ocorre por explosão. A mistura de combustível e ar entra no cilindro, é comprimida e recebe a centelha, provocando a queima. Em seguida são liberados os materiais resultantes, como hidrocarbonetos, dióxido e monóxido de carbono e aldeídos.

Principais poluentes
Monóxido de carbono (CO): gás sem cor ou cheiro que se associa à hemoglobina, provocando dor de cabeça e redução da capacidade respiratória. Em altas concentrações, provoca asfixia e pode até matar. Hidrocarbonetos (HC): são compostos orgânicos como metano e benzeno, que podem ser cancerígenos em grande concentração. Ajudam a formar oxidantes como o ozônio (O3) e contribuem para o aquecimento global. Dióxido de enxofre (SO2): resulta da queima do enxofre, que está em maior concentração no diesel. Reduz a visibilidade e causa a chuva ácida, que provoca a corrosão de construções e a destruição da vegetação. Aldeídos (CHO): produto exclusivo da combustão do álcool e da gasolina brasileira, que possui até 25% de álcool. Em grandes quantidades na atmosfera, pode causar irritação nos olhos e nas vias respiratórias. Dióxido de carbono (CO2): não faz mal ao homem (é o gás produzido na nossa respiração), mas é o principal causador do efeito estufa. Em um ano, um veículo que roda 20.000 quilômetros lança em média na atmosfera 3,4 toneladas de CO2. Óxidos de nitrogênio (NOx): formam oxidantes como o ozônio (O3), que provoca irritação nos olhos e no sistema respiratório e constituem o smog, névoa de poluição que dificulta a visibilidade. Contribuem para o efeito estufa. Material particulado (MP): inclui fuligem, poeira, a fumaça e todo material suspenso no ar,
gerados principalmente pelo motor a diesel. Principais formadores do smog, quanto menores, mais agridem o sistema respiratório e o cardiovascular.

Limitar é preciso
Em 2009 entram em vigor no Brasil novos limites de emissões, que correspondem aos implantados em 1999 na Europa. Até lá, o desafio é reduzir emissões de NOx e material particulado pelos motores a diesel, que ainda estão acima do recomendado. Para atingir as metas, a indústria trabalha na pesquisa de catalisadores mais eficientes e na melhoria do combustível – em especial o nosso diesel, que tem alto teor de enxofre. Sem a redução desses índices, em poucos anos os benefícios obtidos desde a criação do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos), em 1986, seriam perdidos, devido ao crescimento exponencial da frota.

Postagens Recentes
Contato Comercial

Comece a digitar e pressione Enter para pesquisar