Para andar de bicicleta é preciso quebrar os ovos

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As ciclovias começam a ser implantadas no Brasil, mas os desafios serão maiores do que o imaginado.

Atualmente o governante que tomar esta decisão está fadado a ser criticado por milhares de leigos e jornalistas sem aprofundamento sobre o tema. Nos casos de São Paulo e Goiânia o que se vê é uma explosão de críticas, muitas vezes sem fundamento. O que falta são críticas embasadas que busquem soluções para melhorar a qualidade do transporte das cidades.

Logo no início de sua implantação, vários veículos de comunicação fizeram matérias mostrando o quanto as vias não estavam sendo usadas pelos ciclistas.  Oras!!! Nenhum projeto que muda tanto o comportamento das pessoas é absorvido em um curto prazo. Em todos os lugares onde os gestores toparam estas ações, existiu um período de ajuste pois o cidadão tem se mostrado bastante conservador.

Mas o ciclismo e o uso das bikes nas cidades é irreversível e só não vê quem não quer ou não tem boa intenção.

Agora a pauta mudou, o destaque são as pessoas que morreram atropeladas nas ciclovias, na tentativa de mostrar o quanto as mesmas são perigosas. Oras!!! Os acidentes sempre ocorreram em números alarmantes, fora das manchetes. Na verdade pouco se fala sobre a imprudência dos cliclistas, o foco deixa de ser educativo e passa a ser uma crítica ao projeto da ciclovia.

O problema da universalização das ciclovia no país é outro. É um absurdo os impostos existentes sobre um veículo não poluente. Por várias vezes o Governo Federal ofereceu incentivos aos automóveis, mas não às bicicletas. Isto sim é um absurdo!

Em Goiânia faria algumas sugestões, aumentando o espaço destinado a elas. Ando preocupado com a Avenida Assis Chateaubriand. A largura das vias nas ilhas é muito estreita. Deveria sacrificar aquela faixa estreita de grama entre a via das bikes e o meio fio, com mais área pavimentada e antiderrapante.

Acredito também que as vias poderiam aproveitar também as ruas laterais às avenidas, ou seja, nas ruas paralelas, com menor trânsito.

O problema será a histeria dos donos de automóveis que perderão suas vagas. Não se constrói uma cidade digna para nossos descendentes sem ­tornar o trânsito de bicicletas prioritário.

Ou seja, não se faz omelete sem quebrar os ovos.

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