Pacotes de estímulos ignoram Economia Verde

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Economistas e empresários criticaram o pacote de estímulo econômico lançado pelo governo federal no mês de maio. Especialistas consideram que o País perdeu a chance de incluir a indústria automobilística na era do desenvolvimento sustentável: o setor foi beneficiado com redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), maior disponibilidade de crédito e juros menores nos financiamentos para o consumidor.

Para os economistas, ao incentivar a venda de automóveis, o governo deveria ter exigido dos fabricantes investimentos – a médio e longo prazos – em eficiência energética, redução de emissões de gases nocivos e uso de materiais reciclados na produção. No entanto, as únicas contrapartidas fixadas foram a redução dos preços aos consumidores finais e o compromisso de não demitir funcionários.

A principal crítica é de que as ruas das cidades fiquem lotadas de carros enquanto os pátios das concessionários se esvaziam. Para os economistas, enquanto o mundo discute a transição para a economia verde, o Brasil está estimulando o consumismo, tido como síntese da velha economia.

Segundo ambientalistas, o País deveria ter seguido o exemplo dos Estados Unidos em 2009. Nesse ano, o governo americano condicionou a ajuda às montadoras ao ganho de eficiência energética dos motores, com meta estabelecidas até 2020. Eles acreditam que o pacote brasileiro deveria ter sustentado as mesmas exigências, além de prever investimentos em infraestrutura para o transporte coletivo.

Fonte: Ecofinancas

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