Obra da torre residencial mais alta no Centro-Oeste segue em ritmo acelerado em Goiânia

 em Goiás, Urbe

O Kingdom Park Residence, a torre residencial mais alta em construção na região Centro-Oeste e uma das dez mais elevadas no País, chega a concretagem de seu 49º pavimento, restando apenas três andares para chegar ao último, o 52º. Atualmente, o arranha-céu está com 166 metros de altura e quando chegar aos seus 175,09 metros totais será o mais alto residencial vertical de Goiânia.

O empreendimento é fruto de uma parceria inédita entre a MA Incorporadora, SIM Engenharia e J Virgilio Imóveis. Suas obras tiveram início em janeiro de 2016 e seguem a todo vapor com a previsão de entrega para setembro de 2019. O residencial de alto padrão está sendo construído ao lado do Parque Vaca Brava, um dos mais famosos cartões postais de Goiânia.

Considerado um novo marco na arquitetura da capital, dos 52 pavimentos que compõem o Kingdom Park Residence, 47 serão destinados às unidades residenciais que são verdadeiras mansões nas alturas. Com projeto arquitetônico assinado por Andrey  Machado, o empreendimento traz uma fachada envidraçada, com linhas retas que valorizam a verticalização do design inspirado na estética moderna de cidades cosmopolitas, como Nova York, Toronto e Dubai.

Tecnologias

O projeto é repleto de novidades tecnológicas e facilidades para seus moradores, entre as quais estão: “tomada verde” – totem apropriado para a recarga de veículos elétricos; um moderno sistema de automação residencial, capaz de gerenciar a climatização de ambientes, controle da iluminação, sonorização, entre outras opções demandadas pelo usuário; rede frigorígena para a instalação de moderno sistema de ar condicionado do tipo VRF, inclusive na cozinha.

Até mesmo os elevadores do Kingdom Park Residence são uma novidade para a região. Os quatro elevadores do residencial, sendo dois sociais, um de serviço e um de emergência, foram desenvolvidos pela Atlas Schindler e terão capacidade para 15 passageiros nas cabines sociais e de serviço e 13 passageiros na cabine de emergência, atingindo em seu deslocamento a velocidade de 4 metros por segundo, bem acima da média dos equipamentos comuns que é de 2,5 metros por segundo. Para garantir o conforto dos usuários, todos eles também serão climatizados.

Particularidades

Diversos desafios técnicos foram enfrentados pela equipe de engenharia em prol de viabilizar a execução desta magnifica obra, entre eles merece destaque o desenvolvimento de traço de concreto especial, capaz de atender os elevados patamares de Resistência à Compressão e Módulo de Elasticidade, especificados pelo projetista estrutural.

A dosagem do concreto e definição de uma carta de traço adequada teve de ser especialmente elaborada para garantir total segurança e rigidez estrutural da torre. De acordo com o engenheiro residente, Hugo Alexandre, na época dos estudos do empreendimento, em 2015, foi determinado pelo cálculo estrutural do projeto que o concreto a ser utilizado na superestrutura precisaria ter um módulo de elasticidade superior aos concretos convencionalmente utilizados em Goiás, para garantir a qualidade e a total segurança da obra.

“O grande problema era que, pela composição mineralógica das rochas próximas à capital, os agregados (brita) não possuíam as características necessárias para se atingir o patamar determinado para o módulo de elasticidade. Se tivéssemos que importar (adquirir) tais materiais de outra região, o preço final do concreto aumentaria muito, gerando um enorme impacto no custo da obra. Assim, o emprego de tecnologias inovadoras na dosagem do concreto se tornou fundamental.”, explica Hugo Alexandre. Outra necessidade do empreendimento era chegar a um concreto com maior fluidez, sem comprometer os parâmetros estabelecidos para a Resistência e para o Módulo, a fim de que fosse possível bombeá-lo até os andares mais altos durante a evolução da estrutura.

Marcelo Cândido de Paula engenheiro especializado em materiais, com 20 anos de experiência e professor do curso de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), que foi responsável pela consultoria que chegou a uma solução para a situação diagnosticada. Ele explica que, em função da altura, da distância de bombeamento e da configuração dos ventos, a obra do Kingdom foi a primeira em Goiânia a precisar de um módulo de elasticidade assim, o que exigiu 14 meses, ou seja, mais de um ano para chegar-se à composição ideal do concreto. Foram utilizadas areia natural, areia artificial e britas de 9,6mm e de 19mm, além de aditivos especiais.

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