O Rio Vermelho no centro das discussões

 em FICA

Via Secima

O Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) foi palco para uma reunião entre o secretário das cidades e do Meio Ambiente, Vilmar Rocha, com prefeitos e secretários de Meio Ambiente dos municípios que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio Vermelho, além da Diretoria do Comitê da Bacia (CBH). Em pauta, as ações que a Secima e o CBH Rio Vermelho prepararam para a bacia. A reunião vai ocorreu na manhã desta quarta-feira, dia 12, no Quartel do XX.

O destaque ficou por conta da apresentação sobre conservação do solo e recuperação das nascentes da Fazenda Acácia, em Santa Rosa de Goiás. O produtor rural Fábio de Paula Souza já plantou mais de 38 mil mudas e viu a produtividade de sua propriedade aumentar. “Eu criei minha reserva legal próxima à área de preservação permanente (APP), o que se tornou um corredor para animais silvestres”, diz. Mas o fato que mais chamou a atenção de todos os presentes na reunião foi em relação ao renascimento de um córrego que havia secado há décadas. Registrado em cartório por Fábio com o nome de córrego Cafungadinha, o leito voltou a fornecer água para a bacia do Rio Tocantins depois que a sua nascente foi totalmente recuperada com o cercamento, plantio de árvores do Cerrado e construção de curvas de nível para retenção de água das chuvas, impedindo erosões e assoreamento dos cursos d’água. “O replantio é capaz de perenizar áreas que só tinha água durante a época das chuvas”, comenta. O trabalho de Fábio de Paula lhe rendeu prêmios nacionais, como a Comenda Berço das Águas, concedida pelo Governo de Goiás, e o Prêmio Hugo Wernek, de Minas Gerais.

Nascentes Vivas

Outro assunto abordado na reunião foi o Programa Nascentes Vivas, que surgiu em 2014, em 11 municípios da região metropolitana de Goiânia. Desde então, 18 nascentes foram recuperadas, com mais de 20 mil mudas plantadas. O objetivo agora é uma maior atuação na bacia do Rio Vermelho. Uma parceria entre os poderes públicos federal, estadual e municipal e os produtores rurais, o programa não depende de recursos financeiros, mas de parceria e mão de obra qualificada. “O Ibama participa com a doação de madeira apreendida; o estado participa com a doação de mudas e o produtor entra com a área a ser recuperada. É uma ação coletiva”, explica a superintendente executiva do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Jacqueline Vieira.

Agora, os 11 municípios da bacia hidrográfica do Rio Vermelho têm recebido equipes da Secima para avaliar nascentes que podem ser recuperadas. A primeira ação de replantio vai ocorrer na nascente do Córrego Bacalhau, na cidade de Goiás. “Este é o início de um trabalho maior, que vai refletir na vitalidade do Rio Vermelho”, declara o secretário das Cidades e do Meio Ambiente, Vilmar Rocha. A bacia do Rio Vermelho engloba, além da cidade de Goiás, os municípios de Aruanã, Britânia, Buriti de Goiás, Faina, Fazenda Nova, Itapirapuã, Jussara, Matrinchã, Novo Brasil e Santa Fé de Goiás.

R$ 3 milhões para recuperar nascentes

A Secima, por meio do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema), lançou o Edital n.º 01/2015, para seleção de Projetos de Recuperação e Proteção de Nascentes e Áreas de Preservação Permanente dos Corpos d’água no Estado de Goiás. A apresentação do projeto ficou a cargo da coordenadora de projetos do Fema, Márcia Barnabé.

Márcia explicou que são R$ 3 milhões disponíveis no edital. Projetos para recuperação e proteção de nascentes e áreas que margeiam corpos d’água terão prazo de 24 meses para execução e até R$ 300 mil em recursos, cada. Já os projetos para recuperação e proteção de nascentes e áreas que margeiam corpos d’água e formação de viveiro de mudas vão receber até R$ 500 mil e têm prazo de 24 meses.

O prazo para recebimento dos projetos do edital foi ampliado para o dia 14 de setembro de 2015, e que podem participar associações, OSCIPs ou ONGs, empresas públicas, autarquias, fundações voltadas à pesquisa, instituições de ensino (com titulo de universidade com exercício no ensino, pesquisa e extensão), instituições privadas brasileiras sem fins lucrativos e prefeituras municipais. Os convênios devem ser assinados no dia 20 de novembro de 2015.

“O objetivo é apoiar projetos plantio, manejo e manutenção de vegetação ciliar de nascentes; de medidas que proporcionem a sustentabilidade das nascentes recuperadas”, resume Márcia.

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