O desafio dos novos gestores públicos no Brasil

 em Destaque, Editorial, Opinião

Governar é a arte de realizar coisas óbvias com alta complexidade. Pode parecer um sofisma, mas vivemos um paradigma no Brasil que só quem já esteve no governo pode perceber. Governar parece impossível para quem está dentro e parece muito simples para quem está fora. Assim, elegemos vários governantes no Brasil que fizeram um discurso fácil ao afirmarem que quando assumissem os Governos iriam mudar tudo.

Ledo engano.

No âmbito federal, o Brasil apostou num discurso de acabar com a ideologia e com o aparelhamento no Governo, mas, insistentemente, reforçam o debate ideológico e aparelham o estado com um grupo identificado com a ideologia retrógrada e antiquada.

Nos estados o mesmo se repete. Em Minas, o Governador e empresário Zema chegou dizendo que iria acabar com a velha política e com os velhos grupos. No fim, acabou se associando aos discípulos do Anastásia e utilizando os mesmos quadros do governo tucano. Em Goiás, o Governador Caiado atacou todas as formas de gestão do tucano Marconi, e passado 6 meses de gestão não mudou o discurso, mas já mostra que está cedendo à lógica de governo. Sempre contra as OS’s, refaz alguns chamamentos e muda a lei para encaixar OS’s dos amigos baianos, pois, afinal de contas, o DEM continua o DEM.

Assim, os governantes que chegam ao poder com discurso de renovação e contra a velha política sempre mordem a língua e se imobilizam diante da realidade de governar no Brasil sob a égide de nosso modelo de administração pública. Está na hora de mudar esta lógica e começar a trabalhar, pois afinal de contas governar é um exercício de negociação permanente, de fazer política e apontar caminhos.

Que estes senhores comecem a governar rapidamente, pois o país e os estados precisam de governantes que proponham um caminho claro a seguir, e não apenas viver da retórica de desconstruir seus adversários.

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