No Dia Mundial da Saúde Digestiva, gastroenterologista do HGG alerta sobre sinais de doenças do aparelho digestivo

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A Organização Mundial de Gastroenterologia instituiu o dia 29 de maio como o Dia Mundial da Saúde Digestiva com o objetivo de alertar a população obre a importância da prevenção e diagnóstico das doenças do sistema digestivo. Segundo a chefe do serviço de Gastroenterologista do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, Maíra Cabral, entre as doenças mais comuns estão o refluxo, que acomete 40% da população, intestino preso, gastrite e síndrome do intestino irritável. “O refluxo é multifatorial, tem origem genética também, e tem causas na forma de vida das pessoas na alimentação, na ansiedade, nos hábitos alimentares, como comer e em seguida se deitar”. Ela pontua ainda a falta de exercícios físicos, o consumo de alimentos ricos em fibras, como frutas e verduras, e a baixa ingestão de água como os principais fatores que influenciam ao aparecimento de doenças no sistema digestivo humano.

A médica explica que é necessário estar atento aos sinais que o corpo envia como mau hálito, diarreia, dores abdominais e intestino preso. “É preciso esclarecer todo e qualquer sintoma, por exemplo, se existe uma queimação persistente, vômito, hepatopatias (doenças do pâncreas), se há perda de peso, tudo isso precisa ser investigado”, afirma Maíra. Para a gastroenterologista, outro ponto importante a ser observado é o uso indiscriminado de medicamentos. “Usar remédios de forma errada pode ser ainda pior do que a doença que você está tentando combater. Existe a gastrite medicamentosa, esofagite medicamentosa, a enterite medicamentosa, que são feridas e inflamações no esôfago, no estômago, e no fígado, que é a mais séria, que é um órgão nobre e que nós não conseguimos sobreviver sem ele”, explica a médica.

Maíra chama atenção também sobre a importância de acompanhamento profissional para qualquer tipo de dieta. “As dietas restritivas podem trazer prejuízos e, por isso, precisam ser bem acompanhadas por profissional, seja ele nutricionista, nutrólogo, ou gastroenterologista, para que sejam dosadas as vitaminas e analisado o perfil de cada paciente”. A médica alerta para o risco de dietas muito restritivas, que podem desencadear distúrbios eletrolíticos e síndromes de realimentação, quando o paciente volta a comer. “Além disso, dietas muito restritivas podem causar hipoglicemia quando não realizadas corretamente. O paciente pode cair, pode entrar coma, inclusive chegar a óbito, então, todas as dietas precisam ser acompanhadas”, reforça.

Referência

O HGG saltou de 4279 em 2018, para 5341 atendimentos gastroentereológicos em 2019. Maíra reforça a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e destaca que o serviço ambulatorial do HGG é referência no Estado. “O SUS é o maior suporte da saúde pública e permite acesso de serviços à população que não estão disponíveis nem mesmo na rede particular. Nós investigamos hemorragias digestivas, realizamos procedimentos endoscópicos, combatemos a erradicação de varizes, e somos o único hospital do Estado que realiza a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) – um que permite a avaliação e tratamento de problemas nos canais biliares e também do pâncreas, além de uma série de outros serviços e exames”, destaca. Para a médica, o serviço da unidade hospitalar é completo e transforma a vida dos pacientes que são atendidos no HGG.

A unidade hospitalar ainda é a única do Estado que realiza transplante hepático. O Serviço de Transplantes de Fígado do HGG teve início em 2018 e já contabiliza 13 transplantes. Segundo o médico Claudemiro Quireze Júnior, que chefia o serviço, essa é a maior cirurgia do corpo humano, e vem sendo estudada desde 1963. “Temos orgulho de sermos pioneiros aqui em Goiás nesse tipo de transplante”, afirma.

O HGG oferece também atendimento especializado através do Programa de Controle e Cirurgia da Obesidade (PCCO). Em 2018, foram realizadas 113 cirurgias do aparelho digestivo, 182 bariátricas, 21 bariátricas metabólicas. Em 2019, todos os atendimentos foram ampliados, passando para 144 cirurgias do aparelho digestivo, 241 cirurgias bariátricas e 59 cirurgias bariátricas metabólicas.

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