Moda Compartilhada

 em Comportamento

A indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo, perdendo só para a petrolífera. Diante desta realidade, somada a uma paixão pela moda e uma visão de mundo consciente, Luciana Nunes Pedrozo, 29, desenvolveu um projeto que possibilita looks novos com muito menos impacto ambiental: pegando emprestado.

Denominado Lucid Bag , o projeto partiu da permissa, conhecida das adolescentes, de dividir o guarda-roupa com amigas e une em um só lugar duas filosofias que andavam quase sempre em direções opostas: o incontrolável desejo de se vestir bem e a consciência de fazer algo pelo planeta.

Luciana – que é de família mineira, cresceu em Goiânia dos 13 aos 17 anos, morou em Barcelona e hoje vive em São Paulo – disponibiliza seu acervo pessoal de roupas e acessórios para desconhecidos em um portal web. “Tenho um guarda-roupa legal com peças especiais que ficavam paradas e que ao mesmo tempo não queria me desapegar”, comenta.

Tudo funciona em um pacote de 5 peças que compõem uma “lucid bag”, emprestada por 10 dias. As mesmas estão categorizadas por valor: 50, 150 e 300 Reais e vão desde roupas do dia-a-dia na versão mais barata até vestidos de festa na última. Quem aluga escolhe 10 peças, que de acordo com a disponibilidade vão compor o kit, que tem 4 ítens  mais um surpresa – desde livros a cosméticos orgânicos. O preço do “aluguel” inclui o delivery e a lavagem das roupas, que claro é feita de maneira sustentável.

Em entrevista exclusiva ao Goiás Mais 20,  Luciana compartilhou seu estilo de vida e a sede de contribuir para um mundo mais sustentável. “Estudei muito esta vertente dentro da moda e observei alguns víeis da sustentabilidade. Um deles na produção – com materiais diferenciados e mais sustentáveis do que os que estamos acostumados no fashion normal e outro o no consumo consciente /second hand“, analisa.

Ela explica que sentia falta de ideias que aliassem um guarda roupa legal de valor agregado maior ao consumo consciente, uma corrente contraria ao fast fashion, variar sem comprometer o planeta. “A indústria do Fast Fashion transformou as antigas 4 coleções anuais do mercado em 54”, revela Luciana com preocupação. Luciana usa o projeto para seu mestrado e não tem intenção de lucro. Para ela a grande recompensa é colocar uma boa ideia no mundo. Desde a criação em uma ano, o guarda-roupa aéé então pessoal ganhou peças de mais cinco parceiras, batizadas de “Lucid Girls”, que com o mesmo intuito disponibilizaram seus pertences, o que reafirma a tendência ao crescimento das iniciativas de economia compartilhada.

Serviço:

www.lucidbag.com.br

Instagram: @Lucidbag

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