Menos dinheiro, mais cinema

 em FICA

A redução da verba do FICA pela metade teve como resultado o cancelamento de grandes shows de música nacionais e consequentemente um público mais dirigido e interessado em cinema. “O Fica está ganhando um formato de acordo com a ideia original, que era realmente manter o foco voltado para o cinema e meio ambiente”, comenta o governador Marconi Perillo durante sua presença no evento.

Raquel Teixeira, pela primeira vez a frente da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, responsável pelo festival, foi ousada na mudança da estrutura desta décima sétima edição. “Se reparar na presença das pessoas que foram à mostra competitiva, aos seminários, aos fóruns, pode perceber que foi uma das maiores edições que já tivemos”, argumenta a Secretária revelando que houve mais de 32 horas de projeções assistidas por quase 5 mil pessoas.

Um novo enfoque que agradou imensamente os cineastas como Amarillo Pessoa, quem participa do FICA há vários anos. “Estávamos em uma expectativa negativa com relação a suspensão dos grandes shows principalmente em relação ao público, mas tivemos um número muito bom na sala de cinema. Teve um aspecto mais charmoso de shows pequenos e uma programação cinematográfica que não esbarrou uma na outra, então se encontra mais as pessoas para discutir cinema.” O diretor é ganhador em várias edições e este ano apresentou o filme Girassol de plástico.

Quem chegou pela primeira vez também aprovou o formato: “O fato de não ser tão cheio, possibilitou que os realizadores estivessem mais próximos e pudéssemos trocar ideias sobre os filmes. Acho que também contribuiu para que as sessões tivessem mais público. A maioria delas tinha grande quantidade de pessoas o que é muito gratificante pra quem está passando filme” , comenta Rodrigo Siqueira, diretor do filme Índio Cidadão?.

O evento agradou também cineastas internacionais como Rui Pedro Lamy, de Portugal, diretor do filme Ria por Dentro: “Estou a gostar bastante de estar aqui no Fica”.

Ranulfo Borges, de Lobo Solitário ganhador como melhor filme goiano, acredita que a nova versão foi por sinal melhor que os anos anteriores. “Apesar de ter sido uma versão bem mais enxuta e isso ter acontecido por questões econômicas, eu acho que para o festival foi melhor, porque ele ficou centrado no cinema e nas questões voltadas ao audiovisual. Acho que podia manter assim e aprimorar isso; enxugar mais esta estrutura de eventos culturais, menos shows por exemplo e mais investimentos nas coisas do cinema.”

Pedro Diniz ( Ainda Existe) comenta que “esta 17o do Fica me lembra o crescimento de uma pessoa que teve vários pais e várias mães e que agora começa a focar exatamente pra aquilo que ele veio que é o cinema; então todas as atividades foram mais restritas ao cinema. Eu acho isso muito positivo e tenho certeza de que muitos outros estão achando”.

Lisandro Nogueira consultor no evento ressalta que esta esta atualização que o FICA está fazendo é muito importante porque trabalha em seu foco principal que é o Meio Ambiente e o Cinema. “Foi interessante ter um público atento ao que o festival quer oferecer que é discutir a questão ambiental através do cinema e de imagens e esta atualização veio pra ficar”, acredita.

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