Menos agrotóxico, por favor!

 em Sustentabilidade

Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos no mundo. Enquanto isso Japão usa tecnologia como substituto e Butão proíbe o uso.  

De acordo com a legislação vigente, agrotóxicos são ‘produtos e agentes de processos físicos, químicos ou biológicos para uso no cultivo, armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, para alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação de seres vivos nocivos’.

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Aqui, cada pessoa ingere em média 5,2 litros destes ‘venenos’ por ano, de acordo com dados disponibilizados pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva, (Abrasco), Conselho Nacional de Saúde Alimentar e Nutricional (Consea) e a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). Segundo eles a intoxicação e contaminação de pessoas e animais, do solo e da água estão comprometendo a qualidade alimentar, a saúde humana e a sustentabilidade de diversos biomas.

Provavelmente um dia os agrotóxicos foram uma solução inovadora nas plantações, entretanto, nos dias de hoje, estão longe de ser o melhor caminho para uma agricultura coerente.

No Japão, por exemplo, o fisiologista de plantas Shigeharu Shimamura criou um método de cultivo que utiliza menos água, aumenta a produção e dispensa agrotóxicos, usando a tecnologia.

Em parceria com a GE Reports adaptaram uma antiga fábrica numa fazenda de alface orgânica que produz ate 10 mil unidades por dia, com apenas 1% da quantidade de água e 40% menos de perda, quando comparado a uma lavoura convencional.

As plantas são dispostas verticalmente em prateleiras e lâmpadas de LED substituem a luz solar, permitindo que ela desenvolva o dobro de minerais e vitaminas do que os vegetais plantados ao ar livre enquanto o ambiente fechado evita pragas, intempéries e insetos. (Veja o vídeo aqui)

Cultivo sem agrotóxico é também o caminho escolhido pelo governo do Butão. O país asiático de 750 mil habitantes será o primeiro do mundo a permitir somente agricultura orgânica em seu território, uma decisão que se torna efetiva em 2020.

A iniciativa, que  proíbe o uso de pesticidas e agrotóxicos químicos, foi do ministro da agricultura Pema Gyamtsho.

Em todo o mundo, as fazendas ecológicas já movimentam hoje um negócio de mais de 15 bilhões e meio de dólares, sete bilhões somente na União Europeia.

 

*por Roberta Brum

 

Postagens Recentes
Contato Comercial

Comece a digitar e pressione Enter para pesquisar