Madeireira tem atividades suspensas por fraudes em manejo florestal no PA

 em Sustentabilidade

via G1

A empresa Jari Florestal, considerada uma das gigantes da exportação de madeira do país, foi multada em R$ 5,989 milhões e teve as atividades suspensas por irregularidades em manejo florestal constatadas durante a “Operação Gêneses”, realizada pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Santarém e região oeste do Pará, no mês de abril. O órgão federal aplicou quatro autos de infração à empresa na terça-feira (7).

A operação identificou que a empresa adquiriu o direito de explorar e comercializar a madeira de dois planos de manejo florestais, mas comercializou de forma indevida grandes quantidades de créditos de produtos florestais no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora). “A Operação Gênenis visa combater a inserção de créditos falsos a partir de planos de manejos florestais que, apesar de serem licenciados legalmente, durante a execução, a gente encontra falhas, fraudes visando burlar o sistema Sisflora, que é de competência do Estado, e com isso burlar dados da fiscalização, gerando créditos fictícios na cadeia florestal, permitindo a legalização de madeira oriunda de áreas protegidas em terras indígenas”, informou a gerente regional do Ibama em Santarém, Silvana Cardins.

Empresa foi punida por causa da comercialização indevida de créditos e dos danos ambientais às margens do rio (Foto: Divulgação/ Ascom Ibama)

De acordo com o Ibama, a empresa emitiu guias florestais oriundas de um plano de manejo com notas fiscais emitidas em nome de outro plano. Tanto as guias quanto as notas fiscais foram assinadas por um funcionário da madeireira. O órgão ambiental também identificou transações com empresas que não existiam (empresas fantasmas).

Ainda segundo o Ibama, a empresa provocou danos ambientais numa área de preservação permanente, às margens do rio Aruanã, ao construir, sem licença, uma rampa para atracação de balsas visando os embarques de madeiras. A rampa destruiu uma área de 3,5 mil m² e assoreou o rio.

De acordo com o superintendente do Ibama no Pará, Hugo Américo, todos esses fatos foram suficientes para que houvesse a punição à Jari Florestal. “A empresa, além de fraudar o sistema florestal, que já é bastante grave, prejudicou o meio ambiente local, mostrando total descompromisso com as comunidades ribeirinhas e com a legislação ambiental”, destacou.

Segundo o chefe de gabinete do Ibama no Pará, Leandro Aranha, o dano ambiental às margens do rio acarretaram em autuação e embargo das atividades no local. Já a fraude no Sisflora ocasionou o bloqueio da atividade de comercialização de madeira.

 

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