Grupo discute mudanças no Parque da Serra Dourada

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Primeira reunião discutiu os estudos técnicos a serem realizados

O Grupo de Trabalho criado para discutir a proposta de redelimitação do Parque Estadual da Serra Dourada realizou sua primeira reunião na manhã desta quinta-feira, 10 de julho. A reunião ocorreu na unidade da Semarh do Setor Leste Universitário e contou com a participação de representantes do Iphan, Ibama, Incra, Associação para a Recuperação e Conservação Ambiental (Arca), sindicatos rurais, Secult e Faeg, além da Semarh, que coordena o grupo.

O GT tem por objetivo analisar as três propostas de redemarcação do Parque: manter os atuais limites; retirar as propriedades rurais da área e a de incluir as serras do Cantagalo e de São Francisco na unidade de Conservação. A primeira discutiu o plano de trabalho a ser traçado, que inclui estudos para avaliação de qual proposta deverá ser acatada.

Representante do Ibama, Leo Caetano, sugeriu que o grupo fizesse as perguntas sobre biodiversidade e impactos socioeconômicos que deverão ser respondidas pelos estudos técnicos. “Se tivermos o plano traçado, poderemos afunilar o processo”, diz. A secretária do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Goiás, Jacqueline Vieira, lembra que a Portaria 233/2014, que institui o grupo, e a Resolução 79/2008 do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cemam), definem as diretrizes dos estudos a serem realizados. “A Semarh tem corpo técnico especializado para fazer o trabalho, este grupo é consultivo e deverá acompanhar e discutir os resultados desses estudos”, afirma. Jaqueline ressaltou ainda que o levantamento fundiário das terras a serem desapropriadas está em andamento e deverá compor o relatório final.


Representantes de três cooperativas e sindicatos rurais estiveram presentes no encontro. O produtor rural Adair Macedo sugeriu que se reduza o parque, acatando a sugestão dos produtores rurais e que depois ele seja ampliado, com a integração das serras do Cantagalo e de São Francisco.  Todavia, ele não se opõe à desapropriação de suas terras. “Hoje, o melhor comprador é o Incra, e com a Semarh não será diferente”, declara. Representante do Sindicato Rural de Buriti de Goiás, Nelson Caiado questiona por que não se pode reduzir o Parque da Serra Dourada. “Há áreas produtivas que se forem incorporadas ao parque terão um impacto na economia local”, comenta.

O Parque Estadual da Serra Dourada foi criado pelo Decreto Nº 5.768, de 05 de junho de 2003, e sua redução só pode ocorrer por força de lei.

Representante do Ibama lembrou que os parques têm suporte legal e que servem para proteção da biodiversidade, e que há espécies encontrada somente na Serra Dourada. Representante do Iphan ressalta ainda a importância de se atentar para as consequências que a redelimitação do parque pode causar na cidade de Goiás, patrimônio cultural da Humanidade. “Pode não ocorrer nada, mas pode gerar catástrofes maiores do que as que já presenciamos”, resume.

Por fim, ficou marcada a apresentação do plano de trabalho na próxima reunião, dia 13 de agosto, também na Semarh. O plano deve conter o cronograma de atividades e os estudos a serem realizados.

Assessoria da Semarh.

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