Goiás compõe Programa Nacional de Qualidade das Águas

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Agência Nacional de Águas fez a entrega de equipamentos nesta quinta

A Agência Nacional de Águas (ANA) lançou a Rede Nacional de Monitoramento de Qualidade das Águas (RNQA) na manhã da última quinta-feira, 20 de março, em Brasília. Ao todo, estiveram presentes 13 das 16 unidades da Federação que receberão equipamentos para fazer o monitoramento de suas águas. Estes estados assinaram com a ANA uma Carta de Compromisso para implementação da Rede. Além de Goiás, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe serão contemplados com os materiais até junho.

No total, a Agência Nacional de Águas investiu R$ 9,54 milhões em equipamentos a estas 16 unidades da Federação, que já operam redes estaduais de monitoramento de qualidade de água. Goiás recebeu quatro sondas multiparamétricas, dois medidores de vazão, três medidores acústicos, dois motores de popa, duas embarcações e duas caminhonetes. Os medidores acústicos de vazão são necessários para calcular a carga de um determinado poluente ou substância num manancial. As sondas multiparamétricas de qualidade da água permitem a determinação, em campo e em tempo real, de importantes parâmetros de qualidade das águas. Geralmente são medidos temperatura, turbidez, oxigênio dissolvido e condutividade elétrica. As caminhonetes e as embarcações são necessários para o transporte das equipes e dos equipamentos necessários para as análises.

Os demais estados serão contemplados nas próximas etapas de implantação da RNQA – principal eixo do Programa Nacional de Avaliação da Qualidade das Águas -, cujo objetivo é melhorar a informação sobre qualidade de água no Brasil, de forma a subsidiar os tomadores de decisão na definição de políticas públicas para a recuperação da qualidade das águas, contribuindo com a gestão sustentável dos recursos hídricos.

Segundo o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, “Temos que monitorar a qualidade das águas para que possamos ter políticas de gestão de recursos hídricos, de saúde e de desenvolvimento”. Para o presidente do Conselho Mundial da Água e ex-diretor da Agência Nacional de Águas, Benedito Braga, este monitoramento é a base para o conhecimento sobre recursos hídricos. “A maioria dos conflitos que ocorrem são cognitivos, ou seja, não sabemos por que estamos brigando. Então, os dados são fundamentais. Essa iniciativa de promover o bom monitoramento, de ter os dados e as informações sobre qualidade das águas é extremamente louvável”, afirma.

Para a secretária do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Goiás, Jacqueline Vieira, o Estado desenvolve uma política de recursos hídricos que vai ao encontro das propostas da ANA. “A distribuição de equipamentos vai equacionar o problema de suprimento de informações para a tomada de decisões relativas a macrobacias ou mesmo em amplitude nacional”, resume.

A meta é possuir 4.452 pontos de monitoramento até dezembro de 2020, em todos os estados e o DF. Até junho deste ano, serão 1.200 pontos coincidentes com as redes estaduais já existentes. A RNQA propõe a padronização dos dados coletados, dos procedimentos de coleta e da análise laboratorial dos parâmetros qualitativos para que seja possível comparar as informações obtidas nas diferentes unidades da Federação.

Os parâmetros mínimos a serem coletados nos pontos de monitoramento envolvem aspectos físico-químicos (transparência, temperatura da água, oxigênio dissolvido, pH e Demanda Bioquímica de Oxigênio, por exemplo), microbiológicos (coliformes), biológicos (clorofila e fitoplâncton) e de nutrientes (relacionados a fósforo e nitrogênio). Todos os dados obtidos pela RNQA serão armazenados no Sistema de Informações Hidrológicas (HidroWeb), da ANA, e serão integrado ao Sistema Nacional de Informação sobre Recursos Hídricos (SNIRH).

Assessoria da Semarh.

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