Goiás adota a energia solar como prioridade

 em Destaque, Goiás

Investimentos na produção de energia solar em Goiás foram o foco da 4a reunião do Fórum Nacional de Secretários de Energia, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, nesta terça-feira, dia 1º de dezembro. Autoridades do setor energético de todo o Brasil estiveram presentes para discutir o plano nacional para o setor até 2023, com foco na geração de energia solar. O governador Marconi Perillo declarou que o Governo tem dado andamento a uma experiência pioneira no Estado com consorciamento de cogeração solar. “Temos pelo menos oito meses do ano com muito sol e nós vamos dar vazão a essa possibilidade”, disse.

Secretário das Cidades e do Meio Ambiente, Vilmar Rocha declarou que Goiás e outros estados estão tomando uma série de medidas para incentivar o desenvolvimento desse tipo de geração de energia no Brasil. A energia solar, diz, é altamente limpa, renovável e barata, mas que participa pouco da matriz energética brasileira. Goiás, juntamente com São Paulo e Pernambuco, foram os primeiros estados a isentar de ICMS a produção e consumo de energia de origem solar para micro e mini produtores e consumidores. “A mini-produção é para hospitais, shoppings, empresas, e a micro é basicamente para residências”, explica. O decreto regulamentando a isenção está em andamento e a isenção começa a valer em 2016. Essa redução da carga tributária deve acelerar o processo de barateamento e popularização da energia solar. “É o modelo do futuro”, declara.

A Alemanha tem quase 30% de sua matriz energética oriunda da energia solar, enquanto o Brasil possui menos de 1%. “Temos um longo espaço para o desenvolvimento desse tipo de energia no país. O Fórum tem discutido e estudado esse assunto e pretende elevar a produção fotovoltaica para 5% da matriz energética nacional”, afirmou. A Celg Geração e Transmissão tem um projeto de instalar um projeto de usina solar em Morrinhos.

Outro assunto discutido foi a reabertura da hidrovia Tietê-Paraná, fechada em 2014 por falta de água (usada pelas usinas hidrelétricas), após 30 anos em operação. Para o secretário, se for confirmada a média pluviométrica, a hidrovia será reaberta e o risco de racionamento de energia será muito baixo. O baixo crescimento da economia também deve reduzir a demanda por energia, o que espanta o risco de racionamento.

“Vamos continuar licenciando PCHs e investiremos em biomassa, além da produção de energia por meio de lixo orgânico e madeira de florestas plantadas”, garantiu Vilmar Rocha.

Diretor Geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp também participou da reunião do Fórum e declarou que abastecimento de energia está garantido, e que a hidrovia Tietê-Paraná pode ser reaberta em meados de fevereiro, dependendo das chuvas. “O Brasil é um país privilegiado com potencial diversificado de fontes de energia”, disse. O diretor da ONS declarou ainda que painéis solares podem ser instalados em nas usinas hidrelétricas, e que já existe projeto do ministro Eduardo Braga para o reservatório de Balbina. Outras usinas que possuem área com grande disponibilidade solar também poderão receber os painéis.

Secretário de Energia do Rio de Janeiro e presidente do Fórum, Marcos Capute afirmou que o Fórum ampliou o campo de ação para minas e energia, e conta com participação no Conselho Nacional de Políticas Energéticas e na Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Para ele, a matriz energética abaciada e hidrelétrica está chegando no limite. “A primeira coisa que se precisa montar é a política de administração do gás com um preço mais competitivo, pois essa é uma alternativa a curto prazo, visto que o crescimento da energia eólica e solar ainda levará mais tempo.

O fórum é mais amplo do que essa questão da energia. Queremos intender o futuro do setor petroquímico. Queremos saber como estimular alguns crescimentos, como logística e geração distribuída, e o que deve ser feito. Esse bom senso entre os secretários firmando opinião de consenso traremos uma política de maior consenso e racionalidade para o país.

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