Eixo integra tecnologia e meio ambiente

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A Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) apresentou na noite de terça-feira, dia 11, em Terezópolis de Goiás, o projeto de implantação do Eixo Tecnológico Goiânia-Anápolis, um complexo a ser composto por empresas de alta tecnologia e baixo impacto ambiental. A reunião foi realizada na Câmara Municipal de Terezópolis e contou com a participação de prefeitos da região e da secretária estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Jacqueline Vieira da Silva, que representou o governador Marconi Perillo no evento. O superintendente Central de Planejamento da Segplan, Bruno Fleury, representou o secretário Leonardo Vilela.

O Plenário Adolfo de Almeida da Câmara de Vereadores de Terezópolis ficou lotado de moradores, empresários e políticos da região. Na abertura da reunião, o superintendente da Segplan, Bruno Fleury, agradeceu ao prefeito Francisco Alves de Sousa Júnior pela acolhida e falou da importância do projeto para inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento sustentável para a região. “A Segplan está irmanada com as outras secretarias de Governo que são parceiras neste projeto. É um projeto que fará a diferença no desenvolvimento científico e tecnológico não só desta região, mas de todo o Estado de Goiás e do próprio País, estamos muito confiantes nesta parceria que envolve também os municípios, entidades do setor produtivo, universidades entre outros”, disse Fleury destacando as parceiras já iniciadas tanto no Governo quanto na iniciativa privada para a implementação do projeto, cujos estudos conceituais já começaram pela empresa vencedora da licitação, a Módulo BR Arquitetura, Design e Construção, de Brasília.

Além do prefeito da cidade-anfitriã, vários prefeitos da região fizeram uso da palavra celebrando a implantação do projeto e chamando atenção para o que chamaram de “engessamento do desenvolvimento da região” em função da implantação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Ribeiro João Leite. A APA foi criada em 2002 com o objetivo de proteger os recursos hídricos da bacia hidrográfica do ribeirão João Leite, cuja barragem abastece a região metropolitana de Goiânia. A APA do João Leite abrange os municípios de Goiânia, Terezópolis, Goianápolis, Nerópolis, Anápolis, Campo Limpo e Ouro Verde de Goiás, cidades que estão na rota que abrigará o Eixo Tecnológico Goiânia-Anápolis.

“É importante que se diga que os impeditivos ambientais da barragem nunca nos desanimaram e agora trouxe esse olhar diferenciado para desenvolvermos aqui na região projetos modernos e sustentáveis como esse”, disse o prefeito de Terezópolis, Francisco Alves de Sousa Júnior. Agradecendo à secretária Jacqueline Vieira e a Bruno Fleury, o prefeito disse que a cidade “sempre esteve aberta” a parcerias com o Governo do Estado e com o setor produtivo.

Última a discursar, a titular da Semarh, Jacqueline Vieira da Silva disse que o evento era um “momento histórico para Goiás”. “Esse projeto será uma experiência inovadora para nós porque ele não vem sozinho, ele traz uma visão sistêmica de desenvolvimento, por isso que a Segplan anuncia esse empreendimento com parceiros do Estado e da iniciativa privada. Essa região tem a missão grandiosa de fazer tudo isso de forma sustentável, temos aqui a chance de transformarmos nossa realidade com base nos melhores exemplos do gênero que temos pelo mundo”, afirmou a secretária.

Tecnologia e sustentabilidade

O evento foi encerrado com uma apresentação do esboço do projeto pelo arquiteto e urbanista Antonio Augusto Rebelo, diretor da Módulo BR, a empresa que fará o estudo de concepção do Eixo Tecnológico Goiânia-Anápolis. Usando projetor, Rebelo abordou conceitos e premissas que embasam o projeto, bem como as experiências do gênero existentes no mundo e no Brasil, estas mais voltadas para a existência de polos e parques tecnológicos (e não eixos integrados) vinculados a universidades, principalmente em São Paulo.

Rebelo explicou ainda que o estudo conceitual do eixo goiano contemplará um amplo levantamento de dados e informações sobre a área do trajeto/traçado proposto. Serão estudadas questões ligadas ao uso e ocupação do solo, diagnóstico socioeconômico e ambiental da região, bem como os aspectos jurídicos e institucionais para a implementação do projeto. Também serão abordadas formas de atrair o interesse de investidores e avaliadas as áreas potenciais para a implantação de condomínios residenciais, que servirão aos trabalhadores dos complexos produtivos.

A Módulo BR deverá entregar à Segplan os relatórios do estudo em 120 dias, quando terá início a etapa de detalhamento do projeto de implantação do Eixo Tecnológico. O custo do estudo é R$ 149,9 mil. Sempre pontuando com os exemplos que embasam a proposta para o Eixo Tecnológico em Goiás, Rebelo foi dando uma ideia prática de como o projeto poderá ser erguido na região. “Não esperem pela construção de [edifícios] arranha-céus, grandes fábricas, criação de vaga de emprego em escala industrial, nada disso. Pelo contrário, os exemplos que temos desse tipo de empreendimento pelo mundo são de pequenos prédios integrados à paisagem, empresas de quadro enxuto e mão de obra altamente qualificada”, afirmou ao final antes de responder a algumas perguntas do público.

Com Comunicação Setorial – Segplan

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