Despoluição do Meia Ponte é tema de reunião entre Semarh e UFG

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A situação do Meia Ponte em relação aos aspectos hidrológicos, físicos, socioeconômicos, de biodiversidade e de educação ambiental foi tema de reunião entre a Secretaria de Meio Ambiente (Semarh), Fundação de Amparo à Pesquisa de Goiás (Fapeg), Universidade Federal de Goiás (UFG) e Comitê da Bacia do Meia Ponte.

É consenso entre os participantes da reunião que informações hidrológicas são necessárias para análise e monitoramento da situação da água, e que estudos sobre a degradação e uso do solo, o mapeamento e conservação da biodiversidade aquática e, por fim, o diagnóstico socioambiental da população dependente da bacia   são essenciais para traçar as ações práticas de despoluição do rio. O custo do projeto é de R$ 3,7 milhões, a serem aplicados em três anos.

A previsão é que este custo seja dividido entre a Semarh, por meio do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema), a Fapeg, a UFG e a Agência Nacional das Águas (ANA). O secretário estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Umberto Oliveira, destaca que cada instituição envolvida deve definir quanto e para quais ações pode disponibilizar recursos. “Temos que formar um termo de parceria e definir a quem cabe cada parte do processo”, diz.

O superintendente de Recursos Hídricos da Semarh, Augusto de Araújo Almeida, ressalta que o momento é propício para implantar o projeto, uma vez que Goiás tem criado instrumentos de gestão dos recursos hídricos, como os comitês de bacias hidrográficas e o Plano Estadual de Recursos Hídricos. “Este projeto é fundamental até para conhecermos melhor a situação dos componentes existentes na água do Meia Ponte e baratear sua despoluição”, informa.

Próximo encontro

O grupo deve se reunir na próxima semana com representantes da Secretaria Nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, do Ministério do Meio Ambiente, para viabilizar recursos. O reitor da UFG, Edward Madureira, se prontificou a atuar em prol da viabilização de verbas para colocar o projeto em andamento. “Este projeto já acumula dois anos de trabalho. Precisamos dar vazão a todo este conteúdo já aglutinado. Com recursos de várias fontes conseguiremos colocar este projeto em ação”, defende.

O projeto Rio Meia Ponte e o Termo de Parceria firmado com a Fapeg e a UFG será apresentado ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cemam), que deverá aprová-lo para que possa receber recursos do Fema. O vice-presidente do Comitê Estadual da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, Marcos Correntino, lembrou que o diagnóstico é importante para se planejar as ações práticas, efetivamente responsáveis pela despoluição do Rio. “Não podemos ficar só na pesquisa, temos que amarrar este projeto às ações finalísticas de despoluição”.

“Temos que retomar tudo o que já foi feito quanto aos estudos e ações sobre o Meia Ponte, mas precisamos de um diagnóstico atualizado para podermos fazer o casamento da teoria com as ações práticas. Quero contribuir para ver este rio limpo novamente”, concluiu Umberto Oliveira.

Fonte: Goiás Agora

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