Descarte de resíduos eletrônicos é discutido por adolescentes no Espaço Secima

 em FICA

via Secima

O Espaço Secima, no Festival Internacional de Cinema Ambiental da Cidade de Goiás, foi palco de uma reflexão aprofundada sobre a geração de resíduos sólidos, na tarde desta sexta-feira, no Quartel do XX. O público da programação foi formado por adolescentes das escolas locais, que assistiram ao filme Waste África e à palestra da professora de Engenharia Ambiental da PUC-GO, Adjane Damasceno.

O filme conta uma história e ao mesmo tempo retrata a realidade de muitos países pobres. Ele trata a questão dos resíduos eletroeletrônicos que saem dos países desenvolvidos e vão para os países mais pobres, em forma de doações. No país de destino, ainda que perigosos e tóxicos, os resíduos vão para lixões e são desmontados, queimados e separados sem nenhuma cautela por famílias inteiras, inclusive por crianças. O personagem narrador é um menino acostumado a fazer este tipo de trabalho todos os dias.

Adjane conta que o filme impactou boa parte do público. “Foi interessante ver que eles ficaram impressionados com o fato de que a União Europeia e os Estados Unidos mandam esses resíduos pra países do continente africano que não têm a mínima condição pra receber”, afirma.

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As perguntas dos adolescentes, segundo ela, foram praticamente todas no sentido de questionar essa desmistificação a que o filme proporcionou. “A gente tem a ideia de que lá nesses países desenvolvidos é tudo muito bom e muito desenvolvido e que lá tudo acontece corretamente”.

Adjane afirma que a questão dos resíduos eletroeletrônicos já é bastante antiga, mas a preocupação com eles é bem recente e só surgiu quando passou a nos afetar diretamente. “O resíduo eletroeletrônico é um problema crescente, porque o desenvolvimento tecnológico promove uma corrida pela aquisição desse tipo de bens e a gente não sabe o que fazer com os resíduos que isso gera”, diz.

Neste sentido, Adjane propôs uma discussão sobre o que os adolescentes presentes fazem com os resíduos deles. A intenção foi promover a educação ambiental, reiterando a necessidade de diminuir a geração de resíduos e da reutilização. “A não-geração é muito complicada por causa do sistema capitalista. A gente quer sempre a tecnologia de ponta e as propagandas nos incentivam muito. Depois de seis meses de uso o celular já não é bom pra gente. Então temos esse confronto entre o consumismo e os problemas decorrentes da geração resíduos”, explica.

Segundo Adjane, ações de educação ambiental são muito importantes, ainda que a mudança de atitudes não seja fácil. Para ela, mostrar questões sobre as quais as pessoas não estão acostumadas e muitas vezes nem têm acesso, principalmente quando se trata do público infantil e jovem, é importante. Ela afirma que é preciso que todos se conscientizem de que são responsáveis pelos resíduos daquilo que adquirem e consomem.

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