Curso sobre biodiversidade chega ao fim

 em Sustentabilidade

Após três semanas, o curso de formação e aperfeiçoamento em biodiversidade terminou nesta sexta-feira, dia 21. O curso foi acompanhado por 370 servidores técnicos e administrativos da Semarh. Dividido em três turmas, o curso foi ministrado pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE), de São Paulo. A iniciativa integra o Projeto Cerrado Sustentável Goiás, financiado com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente, do Banco Mundial, que tem o fortalecimento institucional como uma de suas metas.

O objetivo principal do Projeto é a conservação da biodiversidade do Cerrado. Assim, todos os servidores da Semarh foram capacitados, para que todos conheçam minimamente os objetivos do órgão onde trabalham.

Como o objetivo principal do Projeto é a conservação da biodiversidade do Cerrado, o curso de capacitação atende uma das questões centrais de toda a política ambiental. Serão cinco turmas distintas, o que garante a participação integral sem retirar todos os funcionários de suas funções ao mesmo tempo e sem prejudicar o andamento das atividades da Semarh.

Mestre em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, e palestrante do curso, Gabriela Cabral Rezende abordou temas como a análise da idade do planeta e suas transformações; os períodos de extinção em massa de espécies; a classificação da biodiversidade em bases genéticas; a quantidade e variedade de espécies conforme panoramas climáticos e a ocupação humana e extinção em massa das espécies, entre outros tópicos. Conforme explicou, há um conflito entre o aumento populacional e a biodiversidade. “O fim das populações animais e vegetais, dos ecossistemas e dos habitat resultará em espaços vazios e estéreis”, avisa. Para a pesquisadora, o desmatamento tem impactos catastróficos na biodiversidade. “A supressão da vegetação nativa impede a realização dos serviços ecossistêmicos de suporte, como a captura de gás carbônico pelas árvores”, explica.

O Cerrado

Com informações específicas sobre o Cerrado e sua biodiversidade, Gabriela Rezende destacou que o segundo maior bioma brasileiro, com mais de dois milhões de quilômetros quadrados, é um dos 34 locais de atenção prioritária à preservação. A inserção do Cerrado aos “Hotspots” ambientais ocorre devido à sua grande biodiversidade e à ameaça que sofre com o desmatamento, hidrelétricas e outras ações humanas. “Aqui está 30% da biodiversidade brasileira e 5% de todas as espécies existentes no planeta”, enumera. A pesquisadora ressaltou ainda que o atual modelo de produção gera uma pressão sobre o uso dos recursos naturais. “Os instrumentos de governança devem incluir o fator ambiental em igualdade com o econômico e social”, termina.

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