CORRIDA PELA ÁGUA

 em Comportamento, Goiás

Stock Car é palco para campanha do Dia Mundial da Água

 

Por Roberta Brum

Quando o assunto é água, é preciso “correr atrás do prejuízo”; uma ideia que Goiás está apoiando, literalmente. Isso porque a Stock Car deste ano vai levantar a bandeira pela conscientização do tema, com uma campanha realizada pela Secretaria das Cidades e do Meio Ambiente (Secima).

O evento, que conta com enorme cobertura midiática e reúne milhares de pessoas, terá sua primeira etapa em Goiânia justamente no Dia Mundial da Água – 22 de Março. Não poderia haver plataforma melhor para a campanha.

O objetivo da ação é conscientizar a população quanto a importância do uso consciente dos recursos hídricos e da relação entre desmatamento e falta de chuvas e por isso vem batizada de “Plante Água!”

Serão  distribuídas  no autódromo mil mudas nativas do Cerrado durante a abertura do Campeonato Brasileiro de Stock Car, juntamente a um material educativo sobre a necessidade do plantio de árvores, da recuperação de nascentes e matas ciliares e reflorestamento para a segurança hídrica.

E, para somar pontos à causa ambiental, o movimento conta com o engajamento da equipe Hot Car e dos pilotos Fábio Fogaça e Raphael Abbate. Os carros deles exibirão adesivos da causa e os mesmos ainda vão ajudar a distribuir as mudas durante a visitação aos boxes. “Acho que a iniciativa vai ajudar a repensar atitudes e maneiras para conservar a água para a nossa e para as futuras gerações”, destacou o piloto Fábio Fogaça.

“A água é o elemento fundamental da vida, se todos economizarem não faltará a ninguém”, completou Abbate, que em Goiânia fará sua estreia na principal categoria nacional.

Para o secretário Vilmar Rocha a iniciativa é uma forma de conscientizar a população e mostrar que o Governo de Goiás está atento e comprometido com essa causa.  “A questão da água é uma pauta nacional e resolvemos aproveitar toda a visibilidade e a mobilização em torno da corrida para alertarmos sobre o uso consciente da água, sobre a importância do reflorestamento “, explicou.

Cultivando 

A retirada da cobertura vegetal do solo, agravada por atividades como agronegócio e mineração, contribui para reduzir ainda mais a disponibilidade de água nas torneiras. No cerrado, onde estão as nascentes das principais bacias hidrográficas da América do Sul, a situação é alarmante. A área devastada no segundo maior bioma brasileiro chega a 1,5 milhão de metros quadrados — em torno de 75%. Em Goiás, 50%. Com isso, a água da chuva deixa de ser absorvida pela vegetação e não chega aos aquíferos.

Conforme o Instituto do Trópico Subúmido (ITS), ligado à Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), estima-se que, a cada ano, pelo menos 10 pequenos córregos desaparecem na região.

A situação se agravou a partir de 1970, quando a exploração das terras pelo agronegócio destruiu praticamente toda a vegetação nativa. As plantas substitutas  – soja, cana-de-açúcar, algodão e outras – não são capazes de exercer a função ecológica das originais, porque suas raízes são subsuperficiais. Os cursos d’água, portanto, diminuem de nível até desaparecerem por completo.

Em períodos de estiagem mais ou menos prolongados, eles diminuem ainda mais o volume, provocando crise hídrica como a que assola o Brasil.

Postagens Recentes
Contato Comercial

Comece a digitar e pressione Enter para pesquisar