Cidades turísticas ficam prejudicadas na estratégia contra Covid

 em Goiás, Opinião, Turismo

O Governo de Goiás tem se mantido preocupado com o COVID, mas sua estratégia continua falha e sem refinamento.

Depois da pressão dos empresários de Goiânia e região metropolitana, o Governador recuou do fechamento de 14 dias com a justificativa de garantir melhor resultado econômico para a sociedade, optando por manter apenas os finais de semana fechado.

Esta proposta não tem nenhum sentido para as cidades turísticas que tem no turismo a maioria dos empregos formais e dos resultados econômicos.

O pensamento dos coordenadores do grupo de COVID do estado de Goiás observaram apenas as características da região metropolitana, ou de cidades que possuem atividades econômicas realizadas nos dias de semana.

Em Goiás em torno de 12 cidades vivem do turismo e tem nos finais de semana os resultados econômicos mais significativos. O que faz deste decreto algo fatal para a já combalida economia das empresas, pois seremos obrigados a manter abertos nos dias vazios e fechar nos dias que garantem a sobrevida do setor.

Outra justificativa para o fechamento do final de semana é porque as pessoas nos seus dias livres poderiam aglomerar em bares e restaurantes, o que ocorre de maneira contrária em Pirenópolis que tem de segunda a quarta feira os dias com maior folga nas empresas. Hotéis e Restaurantes trabalham nos finais de semana, e suas equipes ficam ocupadas.

É evidente que uma cidade turística não pode ser planejada da mesma forma de uma cidade baseada na indústria, no agronegócio ou em atividades administrativas.

Esta miopia da equipe de planejamento do combate ao COVID do Governo de Goiás é gritante, não conseguindo estabelecer algo que tenha razoabilidade e lógica.

Além disso, como retirar as pessoas dos hotéis e pousadas que tenham por ventura entrado no meio da semana?

Neste sentido o decreto de Pirenópolis resguarda o direito dos consumidores de manter suas hospedagens, criando assim um outro problema:

Onde os hospedes irão se alimentar, tendo em vista que menos de 80% das pousadas não possuem restaurantes?

Como fornecer com delivery numa cidade que poucos restaurantes possuem embalagens adequadas, ou mesmo motos para as entregas?

Os finais de semana propostos pelo decreto estadual não servem à cidades turísticas e não podemos ficar reféns desta falta de sensibilidade ou mesmo de capacidade técnica daqueles que estão fazendo o planejamento das ações de combate ao COVID no estado de Goiás.

Em Pirenópolis a testagem em massa que as empresas de hospedagem e alimentação fizeram demonstrou que esta população é a que menos se contaminou, justamente por manter protocolos rígidos de segurança.

Todas as crises de contagio em Pirenópolis aconteceram em festas ou cavalgadas nunca nas atividades comerciais.

Assim um ajuste no decreto do estado, deixando as cidades optarem por sábado ou domingo ou dois dias seguidos durante a semana, já resolveria o problema.

Basta analisa os fatos sem ideologia, sem alarmismo e sem hipocrisia.

 

Autor: Marcelo Safadi

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