Chuva dilui lama e mancha no mar do ES reduz 88% em 5 dias

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O secretário de Meio Ambiente do Espírito Santo, Rodrigo Júdice, disse que o volume de chuva que atingiu a região da foz do Rio Doce, no Norte do Espírito Santo, nos últimos dias, diluiu a lama no litoral do estado.

Uma medição feita pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), neste domingo (3), aponta que a lama do rompimento da barragem se estende por 19,3 km² no mar do Espírito Santo. Os rejeitos de minério se espalharam por 4,5 km ao Sul, em direção ao município de Aracruz e 12,09 km para o Norte, no município de Linhares e 8,6 km para alto mar, no sentido Leste.

O dado anterior a esse era de 29 de dezembro, e apontava para 168,2 km² de extensão da mancha. A medição é feita por GPS, através de sobrevoos de helicóptero, acompanhados por profissionais do Ibama, e satélite.

De acordo com Júdice, essa mudança em tão pouco tempo se deve ao volume de chuva registrado na região. “Essa chuva que ocorreu na foz do Rio Doce a partir de três dias atrás foi decisiva para a diluição maior desse material”, explicou Júdice.

De acordo com Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), na sede do instituto em Linhares, foi registrado um volume de chuva de 31 milímetros neste domingo (3). Em Pontal do Ipiranga, choveu 5,7 milímetros, e em Povoação, 18,5.

Ainda de acordo com o secretário, a diminuição da mancha no mar ocorreu porque a chuva se concentrou na região da foz.

“Se a chuva tivesse ocorrido na mesma intensidade em Mariana, com certeza a turbidez ia aumentar”, disse. Neste caso, os sedimentos que ainda estão localizados na extensão do rio seriam transportados com a água da chuva até o mar.

Comportamento da lama

Quase dois meses após o rompimento da barragem, o secretário disse que não houve nenhum evento extraordinário no comportamento da lama.

“Por hora, há uma certa  tranquilidade diante da expectativa de algumas pessoas, que disseram que a lama poderia chegar em Vitória ou se deslocar para Abrolhos, por exemplo. Está dentro dos padrões nós imaginávamos, não houve nada de tão extraordinário no comportamento da pluma”, disse.

No entanto, ele não descarta que alterações bruscas aconteçam em virtude de efeitos naturais. “Pode haver picos de turbidez ao longo do tempo. Pode aumentar a turbidez fora dos padrões. Então, o que temos que fazer é monitorar e exigir da empresa a adoção de medidas”, concluiu.

Via G1

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