Artesanato tipo exportação com produtos de moda

 em Inovação, Sustentabilidade

Cerca de 35 mulheres de uma cooperativa de artesãs de Brasília vivem da venda de seus produtos nos Estados Unidos e Alemanha. A Cia do Lacre, criada em 1997, confecciona produtos originais a partir da reciclagem de fechos de latinhas e teve seu trabalho reconhecido somente no exterior.

A presidente da empresa Maria de Jesus Pereira da Silva comenta em entrevista exclusiva ao Goiás Mais 20 que por diversas vezes tentaram vender os produtos no Brasil, sempre sem sucesso. “O brasileiro em geral valoriza muito pouco o artesanato. São capazes de comprar lá fora as bolsas que produzimos aqui, bem mais caras”, ironiza.

Os produtos – bolsas, roupas e até cortinas – são de design próprio mas também podem ser feitos sobre encomenda e custam entre 20 e 350 Reais. Chegam a ser revendidos no exterior por até 700 dólares.

A cooperativa, que fatura cerca de 40 mil Reais, por mês é para a maioria quase absoluta a única fonte de renda. Além do importante trabalho social, a iniciativa contribui ambientalmente: “O que fazemos é muito importante para o planeta. Um lacre destes leva muitos anos pra se decompor. Então, é uma coisa boa para a natureza e para a gente”, diz Maria. “Cada artesã usa, em média, 50 quilos de lacres por mês”, argumenta.

Ela está há cerca de 10 anos à frente da Cia do Lacre e substituiu a original presidente e fundadora, a artesã cearense Francisca Rosa. Chica – como era conhecida – começou a criar acessórios femininos a partir do lacre. Hoje, são cerca de 2 mil diferentes produtos que graças a uma parceria com o Sebrae começaram a ser exportadas em 2005. As pecas já estiveram presentes em um evento no Rock in Rio Lisboa e na coleção do famoso estilista brasileiro Ronaldo Fraga.

Para comprar, o catálogo está disponível através do e-mail ciadolacre@hotmail.com

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