Aprender a ler rótulos pode ajudar a fazer escolhas mais saudáveis na hora da alimentação

 em Comportamento, Destaque

Uma das coisas mais importantes que você pode começar a fazer pela sua saúde e para manter seu peso adequado é ler rótulos de produtos industrializados na hora de comprar. A maioria de nós escolhe marcas já conhecidas ou alguma coisa com um rótulo chamativo e colorido. Os mais desavisados, acreditam nas versões “light” e “menos açúcar”, mas isso nem sempre significa melhores opções. Para a nutricionista, Gracielly Faria, os produtos industrializados processados e ultraprocessados são prejudiciais porque quando aumentamos o consumo deles, diminuímos o consumo dos alimentos in natura.

O primeiro passo é entender como são categorizados os alimentos. Alimentos in natura são aqueles que estão prontos para consumo, como frutas, verduras, legumes, raízes e também as carnes. São alimentos que não passam por nenhum processo químico, nem adição de conservantes. Já os alimentos processados são aqueles que sofrem alterações mínimas como limpeza, remoção das partes não comestíveis, secagem, embalagem, pasteurização ou resfriamento, como leite, feijões, frutas cristalizadas, legumes enlatados, cortes de carne resfriados e extrato de tomate.

Como reconhecer os alimentos ultraprocessados?

Os alimentos ultraprocessados são aqueles nos quais não é fácil visualizar ou sentir o sabor do alimento que deu origem a ele. “Um bom exemplo são os salgadinhos de pacote. A maioria deles é feita à base de milho, mas não reconhecemos o milho nesses produtos. Essa é a característica chave: não conseguimos reconhecer porque existe pouco ou nenhum pedaço do alimento in natura. Isso sem contar que na sua fabricação são adicionados ingredientes industriais. O alimento com mais de cinco itens com nomes diferentes, como emulsificantes ou corantes, já é considerado ultraprocessado”, explica a nutricionista.

Como fazer a leitura dos rótulos?

As primeiras informações que o consumidor deve estar atento são: lista de ingredientes, informação nutricional, origem ou fabricante, prazo de validade, lote (registro da produção em caso de alguma reação adversa) e conteúdo líquido (quantidade total de produto).

A lista de ingredientes normalmente apresenta primeiro os ingredientes de maior concentração. “Aconselho fugir de alimentos que tenham entre os ingredientes nomes que desconhecemos como glutamato monossódico, facilmente encontrado em salgadinhos ‘chips’. Ele é um vilão para as crianças porque aumenta o risco de desenvolver alergias e pode causar Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Goma xantana e corantes artificiais são outros adicionados para conter sabor e melhorar a textura, mas geralmente são prejudiciais à saúde”, afirma Gracielly.

Já a tabela nutricional traz informações como quantidade de carboidratos, porções, gorduras (totais, saturadas e trans), o teor de fibra alimentar e a quantidade de sódio em uma porção. A porção, inclusive, é a quantidade recomendada de consumo daquele alimento por uma pessoa saudável. Uma dica é procurar alimentos com Valores Diários (%VD) baixos para gorduras saturadas, gorduras trans e sódio e alto %VD para as fibras alimentares.

“Ler rótulos é um hábito que todo consumidor deve ter, principalmente os pais, ao consumir um alimento industrializado. Pessoas com intolerâncias, alergias alimentares ou que possuem alguma doença crônica também precisam estar atentos. É importante que pacientes com alguma alergia à lactose ou soja, por exemplo, se atente à expressão ‘pode conter traços’ porque significa que foi manipulado no mesmo utensílio e pode causar problemas de saúde”, explica Gracielly.

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