Aprenda a plantar uma árvore

 em Goiás +20
1 – Escolha a espécie adequada para as condições do local, considerando-se a proximidade de residências, existência de redes aéreas ou subterrâneas, existência de calçadas ou gramados, o tipo de solo (úmido, seco, raso ou profundo ou se aterro), além do clima da região. Ao escolher uma árvore, também não deve ser esquecido que existem espécies adequadas para sombra, produção de frutas, ornamentação, formação de bosques e quebra-ventos. Antes de qualquer movimento, temos que nos informar sobre a espécie a ser plantada, sob o risco de, no futuro, termos de cortar uma árvore plantada em local inadequado ou não obter o efeito desejado dela. A época correta para o plantio também deve ser levada em consideração. No Brasil tropical, o ideal é a época das chuvas. Nestes períodos a planta sofrerá menos impacto negativo do ambiente e terá maiores chances de pega. Procure realizar o plantio em dias nublados ou chuvosos ou então ao final da tarde. Então, planejar é a primeira dica;
muda

2 – É importante certificar-se da inexistência de formigas cortadeiras, principalmente em áreas rurais.

Elas adoram as folhas suculentas das mudas, podendo comprometer seriamente o plantio. Em caso positivo,

procure um técnico habilitado para orientá-lo no controle desses animais;

3 – Definida a espécie e tomados os devidos cuidados com as formigas, escolha uma muda sadia, com haste

retilínea e de boa procedência. É bom eliminar, com uma tesoura de poda bem afiada, galhos e raízes secas

para evitar moléstias;

 

solo
4 – O próximo passo é abrir a cova, que deverá ter diâmetro e profundidade igual a 60 cm. Inicia-se com a
remoção para um dos lados da cova, dos primeiros 20 cm de solo (superfície), onde se encontra a terra mais
fértil. Os 40 cm seguintes, cuja fertilidade é menor, deve ser posto separado.
cova
5 – Aberta a cova, prepara-se a muda, retirando-se o recipiente que a acondiciona, caso contrário, a
raiz não se desenvolverá. Retira-se a muda com o torrão de terra, sem quebrar o torrão. Lembre-se
de recolher o recipiente, principalmente os de plástico que não são biodegradáveis. Dependendo do tipo de
recipiente, você poderá reutilizá-lo para a formação de uma nova muda ou destiná-lo à reciclagem;

6 – Feito isto, cheque a profundidade, ajustando-a se necessário de acordo com a altura do torrão, utilizando-se

da terra retirada do fundo da cova;

7 – No fundo da cova, colocamos 10 kg de adubo orgânico curtido e 100 g de cinza de lenha ou farinha de osso

(não pode ser cinza de churrasco porque tem muito sal de cozinha que mata as plantas). Este material deve ser

misturado com a terra fértil dos primeiros 20 cm;

adubação
8 – Após esse procedimento, o local está pronto para receber a muda. Então, coloca-se a muda, de forma
centralizada ao diâmetro da cova, certificando-se de que está reta e tomando-se o cuidado para que o torrão
ou a parte das raízes seja colocado sobre o material adubado;
plantio
9 – Para fixar a muda, devemos utilizar a terra retirada do fundo, pressionando um pouco o chão para deixar a muda firme. Cuidado para colocar a parte onde ocorre o contato do tronco com o sistema radicular no nível do solo da cova. Fora desta posição a planta pode morrer. No local da cova, o terreno pode ficar uns 2 cm abaixo do nível do solo, o que facilita a retenção da água da chuva e das regas;
tutor proteção
10 – O último passo é proteger a muda. Contra ventos, podemos utilizar um tutor, que consiste numa estaca
reta e forte onde o tronco da muda deve ser amarrado com uma laçada em forma de “8”. Um dos elos do
“8” amarra a planta e outro o tutor. Nunca deixe que o barbante “estrangule” a haste da muda. Essa amarração
deve ser feita de forma folgada, permitindo que o tronco cresça livremente. Outro cuidado importante é a
colocação de uma camada de folhas ou palha seca (cobertura morta) ao redor da muda, o que favorece
a retenção da umidade e protege o solo. Caso necessário, podemos providenciar a instalação de um
protetor (gradil) confeccionado em madeira, bambu, tela ou outro material disponível, com a finalidade de
proteger a muda de ataque de animais ou vândalos. Por último, realiza-se a rega.

Agora, é só garantir as condições adequadas para o desenvolvimento da muda, regando, limpando

galhos mortos, adubando, cuidando do ataque de formigas e, principalmente, tendo muita paciência.

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