Aplicação de inseticida e acumulo de matéria orgânica são as possíveis causas da mortandade de peixes no Rio Vermelho, em Aruanã

A morte de peixes na extensão do Rio Vermelho, em Aruanã, tem chamado atenção de pescadores, biólogos e população. Segundo relato de moradores, o problema já atinge uma faixa de 20 a 30 km rio acima.

Uma fonte, que não quer ter o nome revelado por medo de retaliações, mencionou que na última quinta e sexta-feira (30/1 e 31/1), propriedades próximas produtoras de feijão e soja, teriam aplicado inseticidas contra lagartas e, no sábado (01) houve uma forte chuva pela manhã, que teria arrastado estes detritos em direção ao rio.

Segundo entrevista concedida a TV Anhanguera , afiliada da rede Globo em Goiás, o técnico da Secretaria de Meio Ambiente (Semad) responsável pela investigação, Paulo Sérgio Lobo, afirmou que a maior suspeita é por influências naturais, em que a causa pode estar associada a fenômenos naturais como chuvas e quedas de árvores. Contudo, um laudo final com análise das condições da água não foi divulgado até o momento.

Ainda segundo a matéria, o laudo preliminar da água analisada pela companhia de abastecimento de água, a Saneago, indicou que há falta de oxigênio nas amostras coletadas nos rios. A presença de materiais orgânicos, como galhos, contribuem para essa queda no índice analisado, que alcançou 0,4 mg/L, enquanto o padrão é de 5 mg/L.

O abastecimento de água foi interrompido pela concessionária devido a proximidade do evento com o sistema de captação.

A bacia do Rio Araguaia vem sendo alvo de denúncias sobre uso indiscriminado de agrotóxicos e implantação de projetos de irrigação sem respeitar o suporte ambiental do rio. Apesar de alguns dos casos estarem dentro das regras e legislação, é evidente que a bacia passa por um momento de graves transformações e aumento do assoreamento.

Abaixo, confira vídeos e imagens referentes ao caso:

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