Animais pedem socorro

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Tamanduás bandeira, mirim, raposas, cobras, bezerros, tatus. Estes são apenas algumas espécies de animais mortos encontrados em menos de 30 quilômetros percorridos na estrada entre Araguapaz e Mozarlândia. O número de animais silvestres e domesticados atropelados aumenta muito em julho, época de férias, em que milhares de pessoas viajam pelas estradas goianas.

Esta situação se repete em todas as regiões de Goiás e é mais crítica naquelas em que existem mais áreas de proteção ambiental, ou que o Cerrado ainda se faz mais presente. Para tentar diminuir esta triste realidade, a Secretária de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Jacqueline Vieira, faz um apelo para que os motoristas dirijam com prudência e evitem atropelamentos. “Motoristas muitas vezes atropelam por não terem condições de desviar dos animais, sobretudo devido à alta velocidade nas estradas”, comenta.

Animais nas estradas representam um sério perigo para os motoristas. É comum ver casos de capotamentos e mortes causadas por choques contra animais de médio e grande porte. “A cem quilômetros por hora, o choque com um bezerro representa toneladas de peso incidindo diretamente contra o veículo, o que pode ser fatal”, exemplifica Jacqueline.

Lixo que atrai

O lixo jogado por motoristas na beira das estradas também contribui para a mortalidade dos animais. Restos de alimentos e bebidas atraem os bichos para a margem das rodovias. Com o tempo, eles se acostumam com a fartura e passam a viver e depender destes restos, o que aumenta o risco de atropelamentos, sem contar que estes alimentos e bebidas, muitas vezes, contém açúcar e outros ingredientes maléficos aos animais.

 

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