Análise da água deve dizer a causa da morte de peixes em Serra da Mesa

 em Destaque, Goiás

A denúncia da morte de toneladas de peixes no lago de Serra da Mesa tem levado entidades ambientalistas ao local para descobrir a causa do problema. No dia 27 de janeiro, uma equipe de fiscais da Secretaria das Cidades e do Meio Ambiente (Secima) foi até o município de Campinorte, banhado pelo lago. Lá, os fiscais percorreram dez quilômetros ao longo do lago, constatando o alto índice de peixes mortos, de espécies como mandi, tucunaré, piau e barbado, entre outras.

Pescadores e moradores locais afirmam que a morte dos peixes começou por volta do dia 18 de janeiro. O grande volume de chuvas deixou a água do lago com aspecto turvo, além da grande quantidade de sedimentos e um forte cheiro nas margens. Uma das hipóteses sob avaliação é que essa chuva que desaguou no lago pode ter interferido na temperatura e qualidade da água, causando a morte dos peixes. As equipes técnicas envolvidas também investigam a hipótese de que o lago pode ter sido contaminado com agrotóxicos ou produtos químicos industriais. Todavia, os fiscais não encontraram plantações próximas ao reservatório, tampouco indústrias.

Os fiscais também percorreram parte do lago que fica no município de Uruaçu, onde existe a denúncia de que 19 toneladas de peixes morreram em criatórios locais, o que foi confirmado por moradores da região. Todavia, a Cooperativa Mista Agropecuária dos Aquicultores do Lago Serra da Mesa e Agricultores de Uruaçu (Cooperpesca), entidade que congrega os criadores locais, estava fechada e não se manifestou sobre o caso. A Secretaria do Meio Ambiente de Uruaçu encaminhou amostra da água e de peixes para análise laboratorial. A previsão é que o resultado saia em sete dias.

O lago de Serra da Mesa é licenciado pelo Ibama. Caso a hipótese de contaminação da água por agrotóxicos, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) deverá entrar no caso, com a fiscalização e o monitoramento das plantações na região. De toda forma, somente com o resultado das análises laboratoriais será possível realizar um trabalho conjunto de monitoramento por parte das entidades envolvidas, entre elas, a Secima, Agrodefesa, Secretarias Municipais do Meio Ambiente, Dema e Ibama, para identificar as causas da alta mortalidade de peixes, assim como prevenir que o problema se repita e punir possíveis resultados.

Via Secima

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