Agroextrativismo é opção para economia sustentável

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Goiás possui um programa de incentivo ao agroextrativismo, que tem como objetivo evitar o desmatamento e valorizar a economia com base nos frutos do Cerrado goiano. Foi com este foco que a secretária estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Jacqueline Vieira, se reuniu nesta sexta-feira com o empresário Clóvis José de Almeida, para saber mais sobre seu projeto de reflorestamento de áreas degradadas com plantas frutíferas do Cerrado. Clóvis é proprietário da empresa Frutos do Brasil, produtora de sorvetes e picolés à base das frutas típicas do bioma goiano.

O empresário tem participado, há décadas, de projetos para a preservação do Cerrado e da sua biodiversidade. Clóvis garante que um hectare com frutas típicas do Centro-Oeste traz benefícios econômicos maiores do que qualquer outra atividade agropecuária. “Um hectare comporta até 270 árvores de mangaba. Cada árvore pode render até três caixas da fruta por ano, e cada caixa chega a ser vendida por cem reais. É só fazer as contas; mesmo que apenas 100 árvores deem frutos numa safra, o produtor terá R$ 30 mil apenas com o trabalho de colher os frutos”, explica.

Jacqueline ressalta que o agroextrativismo é um eixo do Plano de Ação Integrada de Desenvolvimento Ambiental (PAI), conjunto de ações de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Semarh e parceiros. “O objetivo deste encontro é aumentar a rede de proteção do Cerrado, contribuindo para o desenvolvimento de uma economia que preserve nosso ecossistema e não polua, gerando renda para comunidades e produtores sem a necessidade de grandes investimentos”, pontua.

Da reunião, ficou agendada uma visita a uma propriedade rural no município de Arenópolis, onde foram plantadas mais de 27 mil mudas de espécies frutíferas do Cerrado. O objetivo é conhecer o projeto e incentivar outros proprietários a recomporem áreas degradadas com árvores frutíferas. “Em todo o Estado há lugares que deverão ser reflorestados, conforme prevê o novo Código Ambiental. Desta forma, é espaço para o projeto de agroextrativismo se solidificar e se tornar uma fonte de renda aliada ao meio ambiente”, conclui Jacqueline.

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