Agricultores aplicam logística reversa em Goiás

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Cerca de 90% dos agricultores higienizam embalagens de agrotóxicos para a devolução nos postos de coleta. Apenas em 2011, um total de 3,5 mil toneladas de embalagens vazias dos defensivos foram recebidas no Estado

 

O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) denuncia que cerca de 10% dos agricultores que entregam vasilhames vazios de agrotóxicos nos postos de coleta estão deixando restos de veneno nas embalagens.

Segundo técnicos, o procedimento está sendo feito incorretamente em Goiás, pois os produtores rurais não têm feito a tríplice lavagem, medida necessária antes da entrega do recipiente. A entidade realiza desde 2001 o recolhimento desse material, com intuito de contribuir com a preservação do meio ambiente.

A tecnóloga Kelly Farina, que é responsável pela central de recebimento de Jataí (GO), afirma que ao fazer a entrega desta forma, o produtor rural é notificado. “Mesmo sem lavar, nós recolhemos as embalagens. Porém, no recibo do agricultor vai anotada essa irregularidade”, explica.

Outro problema que preocupa ambientalistas da região é o descaso com os vasilhames. A TV Anhanguera flagrou dezenas de embalagens vazias expostas ao relento em uma fazenda da região. Mas, se isso for visto pelo órgão, o responsável pelos produtos pode ser penalizado. “Se for pego em flagrante, o produtor rural pode ser multado. Pois, se ele não entregou as embalagens no centro de recebimento ou elas não estão na fazenda, é porque foram queimadas”, declara a tecnóloga Kelly Farina.

Crescimento – De acordo com o Inpev, em 2011, as unidades de recebimento no estado recolheram aproximadamente 3,5 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Somente em Jataí, foram entregues 500 toneladas de recipientes. Com isso, o volume foi 13% maior do que o processado em 2010.

Fonte: G1 Goiás

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