A Europa quer acabar com o desperdício de comida no mundo

 em Política, Sustentabilidade

via Dive In Social

Este ano marca o fim do período de monitoramento dos ODM e, para avaliar os resultados, a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) publicou um estudo que revela os números relacionados à segurança alimentar em 2015. A boa notícia é que na América Latina e Caribe o alvo foi considerado atingido, devido ao rápido progresso nas América do Sul (a subnutrição caiu 75% na região). O registro de 13,9% da população com fome caiu para menos de 5% na contagem entre 1990 e 2014. Agora, novas cooperações pretendem zerar os números. Ainda bem!

Por outro lado, a estimativa é que cerca de 795 milhões de pessoas ainda sofram de subnutrição. O estudo aponta que as regiões do Sul da Ásia e a África sub-Sahariana ainda lutam — a passos lentos — para chegar ao objetivo. Se por um lado, milhões de pessoas ainda sofrem sem comida, um terço dos alimentos produzidos para consumo humano no mundo é desperdiçada. A previsão é de 1,3 bilhões de toneladas por ano.

A conta que claramente não fecha desperta a mobilização e a luta para o fim do desperdício. Além de iniciativas governamentais (na França o governo aprovou uma lei que proíbe os supermercados de jogarem no lixo produtos perecíveis), organizações pipocam pela Europa para encarar o problema.

Exemplo deste movimento é a FSE, rede que conecta empreendedores engajados com a causa do desperdício, encontrando maneiras para trabalhar com os excedentes na cadeia de produção alimentar. Entre eventos de conscientização, conversas online e workshop, a FSE já se faz presente em Amsterdã, Bruxelas, Londres, Paris e Berlin. A capital alemã também se mostra bastante preocupada com a causa, além de eventos como o brunch comunitário com grandes nomes como o WWF por trás, plataformas como foodsharing.de se destacam. O site funciona como um ponto de encontro para vizinhos disponibilizarem a comida que sobra. Segundo o site, mais de 1.800 quilos foram para outra pessoa em vez da lata de lixo.

Já a ReFashionReFood promove a administração de desperdício e uma sociedade colaborativa por meio de plataforma online e um festival anual, onde uma das principais pautas é o compartilhamento de comida. O Restlos Glücklich é um projeto incubado pelo Social Impact Lab de Berlin que tem trabalhado para conseguir abrir um restaurante que usa apenas ingredientes que seriam jogados fora por não estarem de acordo com os padrões estéticos (!). Colega de incubadora, a Ugly Fruits trabalha para colocar no mercado frutas e vegetais orgânicos que não chega às gôndolas do supermercado porque as redes acreditam que os clientes não comprariam, porque elas estão feiosas. Sobre este último, falaremos em detalhes logo menos.

Postagens Recentes
Contato Comercial

Comece a digitar e pressione Enter para pesquisar