4o Ecos discute soluções sustentáveis

 em Sustentabilidade

*por Roberta Brum

O 4º ECOS – Encontro sobre Construção e Sustentabilidade – que aconteceu na última quinta-feira em Goiânia, trouxe para o auditório do Sinduscon exemplos pioneiros de sustentabilidade que vêm dando certo pelo Brasil. Mais do que discutir o problema, os debates falaram de soluções palpáveis, por meio de palestrantes cheios de motivação e entusiasmo.

Guilherme Takeda, arquiteto urbanista, diretor da Takeda Paisagismo e Urbanismo, literalmente levantou das cadeiras todos os participantes do evento e passou a mensagem de engajamento. Guilherme apresentou conceitos básicos do sistema de concepção de projetos colaborativos NCI Charrette System e como aproveitar os talentos e as energias de todas as partes interessadas para criar e apoiar um plano viável e transformador para a comunidade. Ele foi coordenador da charrette que originou o projeto do Parque do Cerrado.

Segundo o organizador do evento – que é uma iniciativa do Sindicato da Industria da Construção no Estado de Goiás – o engenheiro Wellington Guimarães de Freitas, “a cada dia aumenta a demanda por novas habitações e com mais conforto. A contribuicao do setor da construção é muito importante nesta sustentabilidade do ambiente construído.”

O 4º ECOS teve como tema: Caminhos para a construção de um mundo melhor.

Maringá – A grande inspiração do evento é o caso da cidade de Maringá, apresentado pelo palestrante José Carlos Valêncio, engenheiro civil e presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico (Codem) de Maringá, no Paraná.  “Estou trazendo o exemplo desta cidade que há 20 anos tinha dificuldades de se estabelecer e através da sociedade civil organizada construímos um fórum que vem vindo pensando estes 20 anos da cidade e tivemos bastante progresso. O fórum parte da parceria entre o poder publico e a sociedade civil, que agora esta organizada. Não tínhamos a noção da dimensão que isso podia tomar”, comenta José Carlos.

O Codem é uma mostra da participação efetiva do setor produtivo no planejamento urbano sustentável e demonstrou aos empresários como a sinergia entre o poder público e a sociedade organizada pode desencadear ações para promoção do desenvolvimento social, qualidade de vida, desenvolvimento urbano e económico.

O futuro tem que ser planejado. Sem planejamento não conseguimos ter este futuro que nos almejamos”, alerta.

O painel da manhã ainda trouxe Thomaz Assumpção, engenheiro, fundador e presidente da Urban Systems Brasil. O Consultor de lógica urbana do Núcleo de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo Abordou como as diretrizes inovadoras de urbanismo, arquitetura, tecnologia, mobilidade e meio ambiente definidas no projeto urbanístico da Granja Marileusa, em Uberlândia-MG, irão contribuir para a sustentabilidade da cidade e a tendência dessas diretrizes mesmo em tempos de baixa confiança dos empreendedores. 

No final das três palestras deste painel que discutia Cidades Sustentáveis houve um momento de debate interligando as soluções apresentadas nas palestras, com participação do público através de perguntas. Um dos pontos altos do debate foi o contraste entre sustentabilidade e conforto no dia a dia do brasileiro.

Na parte da tarde, o evento teve mais dois painéis: Negócios sustentáveis e Construção sustentável. O palestrante Rafael Augusto Tello Oliveira, economista, sócio-diretor da NHK Sustentabilidade, falou sobre a reestruturação dos Negócios para a Sustentabilidade. Para ele a solução passa por um esforço das empresas do setor em reestruturar seus negócios, diminuindo custos e inovando em processos e serviços com vistas à racionalização de processos, redução da geração de resíduos, e inovação. “Sustentabilidade é cultura. E para isso, tem que trabalhar a cabeça das pessoas e os processos. E o mais difícil são as pessoas. Tecnologia tem, existe. Não adianta você sair do zero e querer ser sustentável no curto prazo. É por isso que a gente trabalha a cultura. Isso tem que vir com a cabeça das pessoas e fazer sentido. Não adianta impor a uma pessoa que ela tem que ser sustentável”, comenta.

Ele exemplifica que a área financeira tem sempre muita resistência porque enxergam como custo. “Se a gente não conseguir mostrar para área financeira que você tem retorno com por exemplo com a redução de riscos, acesso a crédito mais barato, menor pagamento de seguros, ela não vai se engajar. “

Fernando Simon Westphal, doutor em engenharia civil, professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentou

Os benefícios da utilização de vidros de controle solar em edifícios comerciais e residenciais, revelando os critérios para seleção dos vidros ideais para cada tipo de projeto, a influência dos vidros na eficiência energética e o uso de simulação computacional como ferramenta para garantir o conforto térmico e baixo consumo de energia.

Carlos Alberto Moura presidente do Sinduscon e anfitrião do dia ressaltou que “ a sustentabilidade tem que ser encarada não como uma opção mas como a única possibilidade de continuidade da vida do ser humano no planeta.”

Ele acredita que em tudo tem que haver sustentabilidade. “Não se pode mais pensar o mundo sem sustentabilidade, temos que viver em função disso, desta preservação de olhar pro futuro para ver o que vamos deixar pros nossos filhos”.

 

*fotografia : Silvio Simões

 

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