Goiânia 15/05/2017
EditorialUrbe
26 de junho de 2015

Grupo vai criar soluções para mobilidade urbana na Cidade Universitária da UFRJ

via: EcoD

A sustentabilidade foi o tema central do concurso que escolheu seis pessoas entre os mais de 30 profissionais e universitários que participaram na terça-feira, 9 de junho, do concurso internacional Smart Living Challenge, organizado pela Embaixada da Suécia. Os nomeados vão formar um grupo e criar soluções para a sustentabilidade urbana e a mobilidade na Cidade Universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, na zona norte do Rio.

O uso de bicicletas, para redução de gases poluentes, também foi bastante discutido e será o segmento usado pelo grupo formado. A competição buscou inovações que poderão ser aplicadas no Rio de Janeiro ou em qualquer outra cidade. Para a coordenadora do Fundo Verde da UFRJ, Suzana Kahn, o objetivo do projeto é levar a ideia para o mundo real e implementá-la na cidade universitária para estimular o surgimento de outras ideias e ampliar o espaço de convivência social entre os universitários.

“Espero que a gente realmente possa ter um projeto que melhore nossa mobilidade, que tenha de fato uma forma de incentivo e que outros projetos surjam. É importante também para estimular a vida universitária, porque quando você usa automóvel ou qualquer transporte motorizado, você convive pouco, ao passo que, quando você circula, anda, seja de bicicleta ou a pé, acaba socializando mais, o que acho fundamental para um campus universitário”, comentou Suzana à Agência Brasil.

Fernando Rosenbaum acrescentou que o uso de bicicletas reduz quase duas toneladas de emissões de gases por mês em Curitiba

Ela avalia que o projeto pode servir de laboratório para novas práticas sustentáveis, poderá beneficiar outros locais e até mesmo ser expandido para o resto da cidade. Já o embaixador da Suécia no Brasil, Per-Arne Hjelmborn, teve outra visão e disse que além de incentivar as ideias criativas, é importante fazer com que uma convivência seja criada entre as pessoas para que não haja uma guerra entre carros e transporte público ou bicicletas.

Transporte sustentável
O embaixador relata que sustentabilidade, transporte e inovação serão tratados, a partir de agora, pelo grupo escolhido. Para ele, os assuntos são importantes para a evolução do planeta, além de melhorar a qualidade de vida das pessoas. “É nas cidades que 50% das pessoas moram, então o transporte é uma coisa muito importante, e sabemos que o uso de carros não é a solução dos transportes, porque quanto mais vias se constroem ainda mais carros. Então, o transporte público, as bicicletas e os pedestres podem construir soluções mais coletivas e melhorias no transporte, com menos poluição e melhor qualidade de vida”, disse ele.

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Um projeto em prática, na cidade de Curitiba, o Bicicletário Cultural, idealizado pelos empresários Patricia Valverde, de 35 anos, e Fernando Rosenbaum, de 37 anos, pode ser inspirador para os escolhidos no concurso internacional Smart Living Challenge. Eles contaram que o bicicletário funciona no centro da capital paranaense desde agosto de 2011, e gera um endereço onde as pessoas podem se encontrar, obter informação, e ao mesmo tempo revela para a própria cidade que ela pode atualizar sua imagem de referência e mobilidade.

“Tentar reagir”
“Os escolhidos hoje precisam olhar ao seu entorno e ver aquilo que incomoda e tentar reagir, realizar com esse ponto que dialoga diretamente com você. Experimente visualizar o que é o ideal, qual a possibilidade que a gente tem de realmente ter um dia a dia, uma relação sadia com você mesmo e reverberar isso para cidade”, disse Patricia. Fernando Rosenbaum acrescentou que o uso de bicicletas reduz quase duas toneladas de emissões de gases por mês em Curitiba, e as ideias existentes no projeto, como estacionar bicicletas, podem ajudar o grupo no desenvolvimento do projeto.

Os seis selecionados irão desenvolver em três meses um projeto em conjunto, que será apresentado durante a COP21

Um dos alunos escolhidos César Gonzales, de 26 anos, que cursa mestrado em engenharia de transportes na UFRJ, comemorou a nomeação e disse que será possível construir um bom projeto. Segundo ele, as palestras e experiências anteriores vão ajudar no desenvolvimento do trabalho, e contou um pouco de sua proposta.

Facilitar o acesso
“A gente tem uma boa infraestrutura para o ciclista, mas vejo que não é muito usada. Então, identificamos aquelas barreiras que a gente tem para o uso da bicicleta aqui no Fundão, e uma delas é que o acesso à Ilha do Governador praticamente só é possível de carro ou de ônibus. É muito difícil você pegar a bicicleta fora da Ilha e chegar à Ilha do Fundão, e eu quis facilitar esse contato e propor um sistema de barcas que tenha um ponto de parar na Ilha e um ponto de parar no Fundão, e que seja possível transportar a bicicleta dentro daquela barca”, explicou.

“O projeto pode ser escalado para toda a cidade do Rio de Janeiro. Citou, como exemplo, as barcas que fazem o percurso de Niterói até a Praça XV, no Rio, que não permitem entrada de bicicletas. A gente precisa ligar também as pessoas ao nosso projeto. É um elemento muito importante para que nossas ideias possam ter sucesso, então a gente deve trabalhar também nessa área”, avaliou Gonzales.

Os seis selecionados irão desenvolver em três meses um projeto em conjunto, que será apresentado durante a COP21, o maior evento mundial para discussão de questões ligadas à sustentabilidade e meio ambiente, em Paris, na França, no final deste ano.

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