Goiânia 14/05/2017
Urbe
importancia_social_catadores
22 de setembro de 2015

A importância social e ambiental do trabalho dos catadores

Os catadores são especialmente importantes para a redução da quantidade de lixo doméstico coletado nos municípios

O serviço de reciclagem está presente em uma parcela mínima de municípios brasileiros e ainda sim, são os catadores de lixo, os responsáveis por movimentar grande parte dos R$12 bilhões ao ano. E são os mesmos trabalhadores informais que muitas vezes são desrespeitados e marginalizados pela sociedade.

Catadores de materiais recicláveis são aqueles que, de sol a sol, buscam pelas ruas, latas e lixões, materiais que ainda podem ser aproveitados, ou reformados, ou reciclados industrialmente. É um trabalho árduoinsalubrecheio de riscos, os próprios de quem anda sempre pelas ruas, os que derivam de contato com matérias contaminadas, os que derivam dos riscos físicos do peso que carregam puxando seus carrinhos, entre vários outros.

No entanto, esses trabalhadores, informais, são especialmente importantes para a redução da quantidade de lixo doméstico coletado nos municípios. Ou seja, este trabalho informal e extremamente pesado e perigoso ajuda substancialmente na redução dos gastos municipais com a coleta, transporte e disposição final do lixo gerado pela sua população. Só que não são pagos pelo município, só que não gozam de benefícios nem assistência. Só trabalham e sobrevivem. Este é um dos males, entre muitos, de uma sociedade injusta e profundamente desequilibrada em sua distribuição de renda.

Segundo informações disponíveis no Portal Brasil, o setor da reciclagem brasileira movimenta R$ 12 bilhões ao ano, contra R$ 8 bilhões que são perdidos pelo encaminhamento de materiais recicláveis a aterros e lixões. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros. Grande parte desse total passa pela mão de catadores, individuais ou organizados em cooperativa, uma parte dos quais são contratados pelas prefeituras dos municípios que reciclam organizadamente.

Catadores individuais, autônomos, não podem ser contratados pelo serviço público, benefício que atinge àquelas que estão filiados a uma cooperativa de coleta seletiva, na conformidade da lei federal 11.445/2007, que estabeleceu as diretrizes nacionais para o saneamento básico brasileiro. Mas, muitos catadores preferem se manter na situação insegura de serem autônomos visto que, quando numa cooperativa, seus ganhos se reduzem, apesar da segurança relativa que ganham.

O panorama de saúde dos catadores de recicláveis que foi objeto de um estudo pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, realizado durante 2013, com 23 catadores autônomos da cidade de Ribeirão Preto, pela enfermeira Tanyse Galon, através de entrevista com roteiro direcionado e ajuda de fotografias, focando em seu cotidiano de trabalho e condições de saúde. Neste estudo foi levantada a ocorrência de problemas osteomusculares, derivadas dascargas físicas excessivas que os catadores transportam em seus carrinhos, deansiedade e estresse, por conta das inseguranças trabalhistas e sociais às quais estão sujeitos, ferimentos e contaminações, por estarem expostos a materiais contaminados em lixõesaterros, sacos e latas de lixo e, de não menor importância, a complicações derivadas de acidentes de trabalho. Também ficou claro é que este grupo está inserido em um contexto de informalidade e invisibilidade social apesar de ser reconhecida, como importante para a sociedade, a sua contribuição efetiva na área da reciclagem e redução de lixo direcionado a aterros e lixões.

O grupo estudado reflete a realidade da classe, composta em sua maioria por adultos jovens com familiares dependentes financeiros e baixo nível educacional e uma certa porcentagem de idosos, que objetivam complementar sua aposentadoria.

Segundo apontou a pesquisa:  “(os catadores) são expostos a materiais contaminados, como seringas, agulhas, cacos de vidro e resíduos hospitalares, que são as cargas biológicas. Além disso, quanto às mecânicas, ainda correm orisco de serem atropelados no trânsito ao carregarem seus carrinhos de mão pesados e não adaptados.”

Outra problemática importante que esta pesquisa ressalta é a questão da improvisação dos instrumentos de trabalho dos catadores. Normalmente estes usam carrinhos de mão, adaptados em bicicletas ou triciclos, ou mesmo puxado à força de tração humana, pois dado o pouco que recebem pela venda de materiais de reciclagem não têm disponibilidade real de comprar veículos motorizados ou mesmo de tração animal.

Nós entendemos que existe responsabilidade da sociedade, como um todo, na solução deste tipo de problema dos catadores, tanto do ponto de vista legal quanto de saúde pública. Menos como questão de assistência social, mais como questão de direito do trabalhador, a solução das exigências dos catadores, autônomos ou filiados em cooperativas, é a contrapartida social para o benefício ambiental que esta atividade nos traz. Questão de responsabilidade cidadã.

E, o que quer o catador? Quer respeito como trabalhadores que são, quer receber todos os direitos que lhe deveriam corresponder por exercerem uma atividade de grande benefício social e ambiental.

via Viva Green

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Urbe
 
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Descobrir a vocação e promover o desenvolvimento sustentável. Estes foram os temas debatidos na tarde da última sexta-feira, dia 5, no município de Abadia de Goiás, durante a sétima edição das oficinas para a elaboração do Plano de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia (PDIRMG). O encontro serviu para elencar as potencialidades e os gargalos do município. O Plano é coordenado pela Secima e UFG. O objetivo da oficina é discutir e consolidar a convergência entre os municípios para a aplicação das diretrizes na rede de transporte coletivo, mobilidade, abastecimento de água, conforto ambiental e técnico, além da otimização de serviços
 
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O poder público também acerta quando realiza pequenas intervenções, que prestigiam a ocupação das ruas por pedestres, ciclistas, skatistas, patinadores etc.
 
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A ave do zoológico de São Paulo pertence a uma espécie ameaçada de extinção e foi reproduzida em cativeiro.
 
Mais de cem anos depois da invenção do carro, parece que algumas cidades estão tentando se livrar desse meio de transporte. A conclusão é de que ele está atrapalhando mais do que ajudando na locomoção das pessoas no contexto urbano. Pesquisas afirmam que, hoje, o tráfego de Londres está mais devagar do que um ciclista mediano, enquanto os motoristas de Los Angeles gastam, em média, 90 horas por ano procurando uma vaga de estacionamento. Diante dessas condições, algumas cidades europeias estão rapidamente “fechando as portas” para os carros em algumas localidades, mas oferecendo alternativas inteligentes para os pedestres. Abaixo,
 
Enquanto a capital paulista enfrenta rodízio e falta d’água, condomínio no interior desvia curso de rio para criar clima veneziano. Moradores passeiam entre as casas de pedalinho. Você anda chateado com a perspectiva de viver o tal do rodízio de cinco dias a seco para apenas dois com água? Anda procurando, sôfrego, tutoriais no Youtube sobre como construir sua cisterna caseira? Na geladeira da sua casa, ao lado dos tradicionais ímãs com os telefones da pizzaria, da lavanderia e do petshop, agora já tem um de caminhão-pipa? Seus dias de angústia acabaram! Bem pertinho, a 70 km de São
 
Via VEJA   Uma caminhada pelo Parque da Cidade, onde fica a represa que abastece Jundiaí, no interior paulista, faz parecer que a crise hídrica que castiga o Estado é uma realidade distante – e não um problema que há pelo menos um ano afeta a vida dos moradores da vizinha Campinas e da capital, distante apenas 57 quilômetros. Por lá, o nível do reservatório está repleto: 100% da capacidade. No entorno da represa, o cenário em nada lembra o chão rachado pela seca no Sistema Cantareira: a vegetação é abundante e pássaros e capivaras banham-se felizes. Nas rodas de
 
Via Envolverde   A crise hídrica ainda está longe de acabar, mas o volume de água armazenada subiu de ontem (5) para hoje (6) nos seis sistemas de abastecimento administrados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A elevação é resultado das chuvas praticamente contínuas que caíram tanto na região metropolitana quanto nas cabeceiras dos mananciais, informou a empresa. No principal deles, o Cantareira, de onde é retirada a água para abastecer 6,5 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, o nível aumentou de 5,2% para 5,4%. Ao contrário da pouca chuva de janeiro,
 
Via UOL   A água perdida em todo o país ao longo de 2013 seria capaz de abastecer a população da capital paulista durante pelo menos oito anos, segundo cálculos feitos pelo UOL. Em 2013, o volume de água produzido no Brasil foi de 16,1 bilhões de m³, segundo relatório concluído em dezembro do ano passado pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, ligada ao Ministério das Cidades. De acordo com esse mesmo documento, 37% dessa água deixaram de ser consumidos, o que corresponde a quase 6 bilhões de m³ de água desperdiçados. Essa quantidade seria suficiente para abastecer toda a capital paulista durante oito anos e dois meses. O consumo médio de água na cidade foi de 23 m³ por
 
A captação de energia hidráulica já é amplamente difundida, principalmente no Brasil. Mas e se essa força pudesse ser captada de dentro dos canos de uma cidade? É isso que está acontecendo em Portland, nos Estados Unidos. Um mecanismo que capta energia hidroelétrica da água foi instalado em um dos principais sistemas hidráulicos da cidade. A água corrente faz girar pequenas turbinas, que geram energia com o movimento. Em seguida, essa produção é enviada a um gerador e armazenada. A novidade foi criada pela  Lucid Energy , uma startup local, e pode tornar-se uma alternativa em tempos de crise ambiental. Além de não poluir o
 
Publicado em 29 de janeiro de 2015
Via Portal Brasil   Recife (PE) será a próxima cidade a participar do projeto Lixo Eletrônico. Entre as atividades desenvolvidas, catadores de material reciclável participarão de capacitação para trabalharem com desmonte e venda de lixo eletrônico. A iniciativa, apoiada pela Caixa, consiste na desmontagem de computadores ultrapassados, teclados, mouses, impressoras, baterias e celulares e posterior revenda. A chegada do projeto de reciclagem do Lixo Eletrônico ao Recife é inovadora na cidade. Até agora, somente Salvador, São Paulo e Brasília executavam o projeto (são 27 pontos de coletas para que a população descarte corretamente o lixo eletrônico). Em Recife, a cooperativa Pró-Recife receberá capacitação para
 
Publicado em 29 de janeiro de 2015
Via Planeta Sustentável Em meio a maior crise de abastecimento da história do Estado de São Paulo, o diretor da Sabesp, Paulo Massato, afirmou na terça-feira, 27/01, que, num cenário extremo, a companhia poderá chegar a um rodízio “drástico” na região metropolitana: algumas regiões ficariam até cinco dias sem água semanalmente. “Para fazer rodízio, teria que ser muito pesado, muito drástico. Para ganhar mais do que já economizamos hoje, seriam necessários dois dias com água e cinco dias sem água”, afirmou, durante o anúncio da ampliação da adutora Guaratuba para o sistema Alto Tietê. Massato disse que o rodízio pode ocorrer “se não chover” o suficiente e se
 
Publicado em 25 de janeiro de 2015
 Chuvas isoladas na região metropolitana ocorrem devido a um fenômeno chamado ilha de calor, que provoca o aquecimento da metrópole   A chegada do verão trouxe chuvas para São Paulo. Algumas tão intensas que provocaram problemas como alagamentos, quedas de árvores e raios.  Apesar disso, o Sistema Cantareira não dá sinais de recuperação. Nesta sexta-feira, o nível dos reservatórios que o compõem chegou a 5,3%. A causa essa discrepância, e da falta de chuvas onde a cidade mais precisa no momento, é uma união de diversos fatores. Um bloqueio atmosférico está agindo o Sudeste do país. Trata-se do mesmo fenômeno
 
Publicado em 25 de janeiro de 2015
A despoluição da Baía de Guanabara é um trabalho estratégico na agenda ambiental do Brasil, disse hoje (14), no Rio de Janeiro, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ela ressaltou, entretanto, que a despoluição ambiental da baía não ocorrerá “da noite para o dia”. A baía vem sofrendo impactos bastante expressivos, disse ela, particularmente nos últimos 80/100 anos, com o “adensamento da população, o processo de industrialização e a ocupação da chamada bacia contribuinte da Baía de Guanabara”.  Por isso, disse que é preciso ter uma visão estratégica  de recuperação, que tem de ser pactuada com a sociedade
 
Publicado em 16 de janeiro de 2015
A mais grave crise de abastecimento de água potável no estado de São Paulo e principalmente na Região Metropolitana, ainda não foi tratada com realismo por parte da mídia e das autoridades. Até agora o que se viu e ouviu sobre o nível dos reservatórios, não retrata a verdadeira “guerra civil” que se aproxima nos meses seguintes, garantem especialistas. Desde o segundo semestre de 2013, a irregularidade de precipitação atrelada ao consumo excessivo, à péssima malha de distribuição de água e a falta de investimento por parte do governo levou a uma redução muito drástica do nível dos principais
 
Publicado em 14 de janeiro de 2015
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), reconheceu, pela primeira vez desde o ano passado, que o estado passa por racionamento de água. “O racionamento já existe. Quando a Agência Nacional de Água (ANA) determina que você que tem que reduzir de 33 para 17 (metros cúbicos por segundo) no Cantareira é obvio que você já está em restrição. Está mais do que explicitado”, disse em um evento da Polícia Militar na zona norte. Alckmin negou que o racionamento será imposto por um decreto seu. “Já temos a restrição de água estabelecida pela ANA, que é a agência