Goiânia 02/04/2019
Saúde
20 de novembro de 2018

Pacientes com diabetes têm risco quatro vezes maior de terem um infarto ou AVC

Conhecido como Novembro Azul, o mês já é referência na prevenção ao câncer de próstata, mas também marca o combate ao diabetes, visto que no dia 14 foi comemorado o Dia Mundial de Combate ao Diabetes. Neste mês, a campanha realizada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) tem como tema “Diabetes e Família” e o objetivo é alertar a população para as complicações da doença.

(Foto: Rogério Porto)

A médica endocrinologista, Fernanda Braga explica que o diabetes é uma doença crônica na qual o corpo apresenta deficiência na produção de insulina (hormônio regulador do açúcar no sangue) ou não consegue lidar com a insulina que produz, processo chamado de resistência insulinica. “Isso resulta em hiperglicemia, que são altos níveis de açúcar, o que pode causar danos aos órgãos, vasos sanguíneos e nervos quando permanece por longos períodos”, explica.

Apesar de ser uma doença crônica, se diagnosticada no início tem tratamento e o paciente consegue conviver muito bem com a doença. O grande problema é que, por ser uma doença silenciosa, o diabetes é descoberto na maior parte dos casos quando já existem complicações, ou até é diagnosticado no início, mas o paciente não adere ao tratamento correto. Pacientes com diabetes têm risco quatro vezes maior de terem um infarto ou AVC. Outras complicações resultantes do mal controle da doença são o prejuízo da visão (retinopatia diabética), o mal funcionamento dos rins (nefropatia diabética) e dor crônica nas pernas e/ou braços por lesão de nervos periféricos (neuropatia diabética).

“Lembrando que todas essas complicações podem ser rastreadas, tratadas, evitadas. Os principais fatores de risco para ter diabetes tipo 2 são a influência genética (familiares com a doença), obesidade, principalmente com concentração de gordura na região da cintura, mulheres que tiveram diabetes gestacional, mulheres com síndrome de ovários policísticos, uso de medicações como glicocorticoides ”, pontua a médica.

Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor será a resposta ao tratamento e a mudança de alguns hábitos poderão ajudar para que a doença não evolua. “O paciente não deve ignorar os fatores de risco e as orientações para tratamento da doença são gerais para se ter uma vida saudável. Algumas delas são o planejamento alimentar com alimentação balanceada, atividade física que pode ser musculação, caminhar ou pedalar e diversas outras, além de cuidados com a monitorização dos níveis de açúcar e o uso correto dos medicamentos indicados por um endocrinologista”, explica a endocrinologista.

“O tratamento medicamentoso do diabetes evoluiu muito nos últimos anos, temos drogas excelentes que atuam em todos os oito mecanismos do diabetes tipo 2, por exemplo, além de serem muitas delas protetoras do coração, reduzindo mortalidade por causas cardíacas . Para os pacientes que precisam usar insulina, o salto também tem sido gigante, temos insulinas cada vez mais estáveis e similares ao que seria fisiológico e avanços tecnológicos na área. Hoje já existem sensores que medem glicose, reduzindo a necessidade de furar o dedo tantas vezes, e a transferência desses dados para computador é feita com facilidade. Assim conseguimos dar mais qualidade de vida aos nossos pacientes”, pontua positivamente a médica.

Tipos da doença

Além do Diabetes tipo 2 , existem outras formas de diabetes por outras causas, sendo os principais: – Diabetes tipo 1, que é uma condição autoimune, na qual o próprio corpo produz anticorpos que são responsáveis por destruir as células localizadas no pâncreas produtoras de insulina;

– Diabetes Gestacional (condição desenvolvida na gravidez em 1 a cada 4 gestantes que eleva os níveis de açúcar no sangue) e, quando não tratada, pode trazer complicações para a saúde da mãe e do bebê antes e após o nascimento;

– Diabetes MODY, outros tipos de diabetes relacionados a mutações genéticas;

Além disso, estados de glicemia alteradas conhecidos como “pré-diabetes e intolerância a glicose” devem ser investigados e acompanhados pois podem evoluir para diabetes se não houver intervenção.

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