O que gasta mais água? Produzir copo de plástico ou lavar o de vidro?

 em Comportamento, Sustentabilidade

Via: EcoD

Nesses tempos preocupantes de colapso hídrico, uma dúvida frequente da população sobre a economia no consumo de água é a respeito de qual prática gasta mais o recurso: a opção pelos copos plásticos ou lavar os de vidro.

Para se fazer um copinho, pouca gente sabe que o plástico precisa ser derretido, colocado em uma forma e resfriado. Esse processo exige bastante água. A maior parte dela é reutilizada. Mas, pelo menos, meio litro vai embora.

A produção de copo descartável chega a consumir 500 ml de água, enquanto a lavagem feita na pia utiliza 400 ml, segundo estimativa do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFSP) Itapetininga. A lavagem na máquina é ainda mais econômica e gasta apenas 100 ml por copo, isto é, apenas 20% do que é gasto para se produzir um copinho plástico.

 

Descarte inadequado
Os copos mais procurados do mercado tem capacidade para 200 ml de plástico e custa R$ 0,02. O de 300 ml, que custa R$ 0,04, tem o tamanho mais parecido com o copo utilizado em casa. O copo de plástico mais firme, o cristal, custa R$ 0,16 centavos cada.

Para quem vive o problema da falta de água para lavar louça, a compra pode ser a solução do momento. Em longo prazo, contudo, pode contribuir para prejudicar ainda mais o abastecimento. Outra consequência ambiental grave é o descarte inadequado do plástico pós-uso, pois esse material chega a demorar séculos para se decompor, o que ameaça a flora e a fauna.

O Bom Dia São Paulo, programa da Rede Globo, já mostrou estabelecimentos na Vila Mariana, na Zona Sul, e na Vila Madalena, bairro boêmio da Zona Oeste, que adotaram os copos de plástico. Alguns consumidores não se acostumam e chegam até a levar o próprio copo de vidro para o momento do brinde.

Em Sertãozinho, cidade do interior de São Paulo, a prefeitura chegou a proibir em fevereiro deste ano os servidores de utilizaram copos descartáveis. Foram fornecidas  a eles 2,8 mil canecas ecológicas, um investimento de R$ 3,5 mil. A expectativa, segundo o secretário de Meio Ambiente Carlos Alexandre Gomes, é que a extinção dos copos gere uma economia de R$ 100 mil ao ano.

 

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