Jogos Mundiais dos Povos Indígenas começam hoje

 em Comportamento, Destaque

Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas – 2015 começam oficialmente nesta sexta-feira (23) em Palmas, com a participação de 23 etnias nacionais e povos de 22 países todo o mundo, em uma grande confraternização de culturas. Todas as etnias foram selecionadas pelo Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena (ITC), sob critérios como a conservação dos costumes, o idioma, as crenças, os ritos, as pinturas corporais, a música e os esportes tradicionais dos povos.

No caso das etnias brasileiras, também foi pré-requisito a participação em alguma edição dos Jogos Nacionais, realizados desde 1996. Bom comportamento e cumprimento das regras nas edições passadas também contaram como pontuação para conquistar uma vaga nos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, que terá atividades até o dia 1º de novembro.

Do Brasil, estão confirmadas delegações das etnias Asurini, Bororo Boe, Rikbatsa, Javaé Itya Mahãdu, Guarani Kaiowá, Kayapó Mebengokre, Kaingang, Kamayurá, Karajá, Kyikatejê / Parakatejê, Canela Rãmkokamekra, Krahô, Kuikuro, Kura Bakairi, Mamaindê Nhambikwara, Manoki, Matis, Paresi, Pataxó, Tapirapé, Terena, Waiwai, Xavante e Xerente.

Além disso, o ITC segue critérios da geografia étnica, levando em conta os biomas nacionais: caatinga, cerrado, mata atlântica, floresta amazônica, pampa e pantanal. Os indígenas precisam ser originários de suas aldeias, falar sua língua original e conhecer sua cultura. Escolhida a etnia participante, cabe ao cacique e ao chefe da delegação recrutar seus atletas.

De acordo com o coordenador-geral dos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas,  Carlos Terena, todas as etnias presentes ao evento são convidadas a participar de todas as atividades. “O Brasil vai receber todas etnias presentes ao evento da melhor forma possível. Os povos podem participar de todos os eventos dos Jogos Mundiais, tanto a nível cultural quanto social. Respeitamos os valores tradicionais que todas têm”, destacou.

Terena destacou o valor da integração entre todos os participantes. “Queremos promover a aproximação entre os povos, seguindo os moldes do que já acontece nos Jogos Indígenas nacionais. Será a primeira experiência de integração entre os povos indígenas do Brasil e os outros países, e essa é a nossa mensagem para os povos que estão vindo: aproximação”, reforçou.

Magia e mistério dos Maias serão mostrados nos Jogos 

A delegação da Guatemala, formada por 25 integrantes da etnia Maia, comparecerá aos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas com a responsabilidade de assumir a celebração e com o ânimo de viver a experiência de outros países e de contribuir com as iniciativas de cada um, afirma a líder do grupo guatemalteca, Marta Eulália Estrada Xicará de Leiva. Para a delegação, os olhares do mundo estarão voltados para a magia e mistério do mundo maia, em Palmas.

“Esperamos levar o conhecimento de nossa cultura. O mundo vai conhecer o patrimônio histórico, natural e cultural da Guatemala, além dos coloridos trajes típicos e a amabilidade de nossa gente, origem e destino de uma biodiversidade única no mundo”, diz Marta.

Também confirmaram presença atletas indígenas argentinos, chilenos, costa-riquenhos, equatorianos, guatemaltecos, nicaraguenses, panamenhos, peruanos, uruguaios, venezuelanos, mexicanos, colombianos e guianeses. Também estão confirmadas delegações dos Estados Unidos e Canadá, da República do Congo, da Etiópia, da Mongólia, da Austrália e Nova Zelândia.

 Jogos Mundiais Indígenas

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