Goiânia 29/11/2018
Editorial
21 de julho de 2015

Drogas, sob novo-velho paradigma

O combate às drogas não é uma iniciativa nova, mas se apresenta sempre como novidade.

A sociedade moderna tem tratado o uso de drogas como uma doença, e este paradigma tem que mudar. Seu uso não é um distúrbio; é quase uma característica das sociedades, que tem estado presente desde sempre.

Estas substâncias que promovem sensações e emoções alteradas têm seus primeiros usos ainda nas comunidades primitivas – seja por caciques, pajés, faraós ou demais iniciados de cada tempo – sempre ligado a busca de respostas, à cura. O álcool, o tabaco, ayahuasca, a maconha estão há muito presentes. Com a sociedade industrial vieram as drogas sintéticas, e ai a coisa se intensificou, afinal quem não ouviu falar das alucinações de Van Gogh e seu amarelo? No Século XX, o uso de drogas passou a ser atitude quase obrigatória entre aqueles que queriam se destacar e muitos dos gênios contemporâneos consumiram algum tipo delas, veja.

Este fato nos leva a contestar a máxima de que drogas fazem mal e nos perguntar: será que campanhas que falam de drogas, com pessoas se acabando fazem algum sentido para quem as usa? Será que continuar a tratá-las como coisa de bandido está ajudando?

Dentro desta perspectiva, chamo atenção para três acontecimentos: o presidente uruguaio Mujica estabeleceu uma nova lógica na América Latina: perguntado se ele tinha certeza de que a descriminalização da maconha iria resolver problema, ele foi enfático: “Não sei se é solução, mas sei que criminaliza-la não ajudou em nada. Se queres mudar não pode fazer do mesmo jeito. Somos inimigos das drogas assim como somos inimigos do álcool e do tabaco”. A realidade é só uma: as políticas repressivas de combate às drogas na América Latina fracassaram!  Aqui um trecho da entrevista. Obviamente que maconha é um mal menor. E talvez por isto mesmo não deve ser tratada como as outras drogas.

Logo, Haddad em São Paulo tentou uma nova estratégia contrapondo a utilizada por Serra. Um propõe o acolhimento voluntário e o outro o compulsório. O resultado de ambos foi ainda pequeno, mas a atenção ao problema deve ser louvada. Fernando Henrique já está há anos debatendo o tema em âmbito mundial. Para ele está claro que a descriminalização da maconha é um passo importante. As Juventudes de alguns partidos começam a debater o tema e recentemente o PSD jovem de Goiás colocou o assunto na WEB, e o mesmo rendeu.

Por último, algo que acontece aqui na nossa esfera: o Governo de Goiás está lançando uma campanha, pelo Grupo de Enfrentamento as Drogas, em consonância com a política nacional antidrogas. O Grupo é ainda muito “chapa branca”, mas a iniciativa – e a atenção – é muito válida!!! A grande ação do Estado está sendo ampliada com a criação dos Credeqs, um conjunto de centros especializados no tratamento do dependente químico.

No Brasil e no mundo o maior empecilho de uma política eficaz é a forma de abordar o problema. Droga não se enfrenta, droga não se combate, droga não é consumida por bandidos. Droga é um fenômeno social que deve ser compreendido e abordado com eficácia e sem hipocrisia. Falar em combate às drogas com a venda de álcool em qualquer esquina é no mínimo incoerente…

Entretanto, não existem verdades absolutas. Parabéns a todos que se dedicam ao tema, na minha opinião mais importante assunto a ser tratado pelo país..

por Marcelo Safadi

Quem escreve

Deixe sua opnião aqui!

Editorial
 
Publicado em 24 de julho de 2018
Por Marcelo Safadi Um dos grandes debates no turismo lobal é justamente sobre o posicionamento do destino turísticos em relação ao mercado e suas consequências para os territórios e populações locais. Este posicionamento implicará em diversas decisões a serem tomadas pelos gestores e pelos empresários, numa divergência clara entre os empresários de grande porte e os empreendedores locais. Numa primeira medida, todos preferem a prosperidade, ou seja, o crescimento da demanda e, consequentemente, o crescimento das estruturas e serviços no local, e a renda por consequência. Assim apoiamos sempre o crescimento da atividade turística, sem às vezes nos darmos conta de
 
Publicado em 5 de julho de 2018
Marcelo Safadi    Estamos assistindo a um grande esforço global para compreender e suportar os movimentos migratórios para os países desenvolvidos. Alemanha, França, Inglaterra, Estados Unidos se mobilizam e se mostram atônitos diante do dilema de criar políticas públicas e acordos multilaterais sobre a ética no acolhimento destas populações. Entre a agressividade Americana e o desconforto Alemão, estão milhões e habitantes do planeta acometidos por pobreza e conflitos locais. Entre bilhões de dólares, euros e libras investidos nas estruturas de apoio, ou na construção de muros e até mesmo em sistema de deportação, não se escuta sobre um centavo
 
Publicado em 18 de outubro de 2016
O Encontro Mundial Para Habitação e Cidades, HABITAT III,  que ocorreu em Quito – Equador, pode ter sido a última chance para reposicionar o mundo diante dos seus desafios urbanos. Com a população urbana global em 55%  e a brasileira em 88%, podemos afirmar que enfrentar os problemas urbanos é hoje a melhor estratégia para promover o bem-estar social no planeta, concatenando as questões ambientais e sociais. Esta é a opinião de diversos especialistas e políticos presentes ao HABITAT III. Os debates realizados no evento apontaram para uma situação alarmante de descumprimento de todas as agendas criadas pela ONU
 
Publicado em 12 de agosto de 2016
Durante muitos anos fui militante de causas no meu país. Fui revolucionário, lutei contra ditaduras, abracei a causa ambiental quando ela nem existia, iniciei o ecoturismo no Brasil, trabalhei com populações tradicionais, teatro, performances e design. Fui o que se chamava de vanguarda. Naquela época, a vanguarda não era uma exclusividade da academia e o intelectual não necessitava ser doutor, bastava um engajamento e um papo orientado sob a ótica da maravilhosa velha esquerda. Minhas causas eram patrocinadas pela minha vontade inequívoca de mudar o mundo, adicionada pelo prazer sutil de me sentir vanguardista, de me ver no front
 
Goiânia não tem dono, mas talvez seria bom se tivesse
 
O uso das bikes nas cidades é irreversível e só não vê quem não quer ou não tem boa intenção.
 
Publicado em 27 de julho de 2015
“Cada vez mais as pessoas estão conscientes de o que elas comem tem grande impacto na saúde delas e no meio ambiente.”
 
Publicado em 21 de julho de 2015
O combate às drogas não é uma iniciativa nova, mas se apresenta sempre como novidade.
 
Publicado em 26 de junho de 2015
Para a coordenadora do Fundo Verde da UFRJ, o objetivo do projeto é levar a ideia para o mundo real e implementá-la na cidade universitária.
 
Publicado em 1 de junho de 2015
Um debate sobre o que acreditamos ser as dez coisas que o Brasil precisa fazer para ser um país sustentável.
 
Publicado em 27 de Maio de 2015
O encontro decidiu sobre o factual: dia 20, o painel será retirado do edifício criado pelo renomado arquiteto .
 
Publicado em 20 de Maio de 2015
Até terça-feira o assunto ainda deve render online e off-line e além de charges hilárias.
 
Publicado em 20 de Maio de 2015
A polêmica sobre o painel do Centro Cultural Oscar Niemeyer, que recebeu a pintura do Bicicleta Sem Freio, tem nos servido como um ótimo instrumento para discutir as políticas públicas e a forma como a sociedade reage às intervenções governamentais.
 
Publicado em 17 de Março de 2015
Entrevista com Vicente Andreu, diretor-presidente da Agência Nacional de Águas A crise hídrica no país provoca reflexões na cabeça de qualquer cidadão. Entretanto, para as autoridades no assunto, as severas lições deste episódio precisam, com urgência, transformar-se em ações. Por este motivo, o Goiás +20 conversou em exclusiva com o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu. Ele explica que a crise chamou a atenção da população  e, por sua vez dos tomadores de opinião, para o tema. “A água não é um tema central de tomada de decisão nos estados. Quando se define prioridades e recursos, as
 
Publicado em 11 de Março de 2015
Por Roberta Brum Se ver livre dos lixões não é tarefa fácil, mas é o que o governador Marconi Perillo pretende. Segundo ele a intenção é transformar Goiás no primeiro Estado sem lixão no Brasil. “Sabemos que esta questão é de responsabilidade das prefeituras, mas pedi ajuda ao ministro para executarmos o projeto”, confirma. Ele se refere a duas recentes reuniões com o Ministro das Cidades Gilberto Kassab onde o assunto foi abordado. O Secretario de Meio Ambiente e Cidades, Vilmar Rocha explica a criação do programa Goiás sem Lixão e afirma que o mesmo vai reunir esforços nas
 
Publicado em 9 de Março de 2015
NOSSO PRIMEIRO EDITORIAL DE MARÇO NÃO PODERIA SER OUTRO: PENSEMOS SOBRE NOSSAS ÁGUAS ENQUANTO ELAS EXISTEM Por Marcelo Safadi A água sempre foi o bem mais precioso da sociedade, é parte integrante da vida, de sistemas ambientais, econômicos e sociais e compõe percentual significativo em todos os seres vivos. Entretanto sua presença no planeta não é uniforme no espaço ou no tempo. Assim, diferentes regiões – por razões hidrológicas, geográficas, geológicas, geomorfológicas, climáticas, entre outras – possuem recursos hídricos menos ou mais abundantes. Mas mesmo nessas, o regime das chuvas pode alterar sobremaneira a disponibilidade hídrica ao longo de
 
Some title Some author
Some excerpt
Publicado em 24 de julho de 2018
Por Marcelo Safadi Um dos grandes debates no turismo lobal é justamente sobre o posicionamento do destino turísticos em relação ao mercado e suas consequências para os territórios e populações locais. Este posicionamento implicará em diversas decisões a serem tomadas pelos gestores e pelos empresários, numa divergência clara entre os empresários de grande porte e os empreendedores locais. Numa primeira medida, todos preferem a prosperidade, ou seja, o crescimento da demanda e, consequentemente, o crescimento das estruturas e serviços no local, e a renda por consequência. Assim apoiamos sempre o crescimento da atividade turística, sem às vezes nos darmos conta de