A Arte de Ser Livre 0

Publicado em 12 de agosto de 2016

Durante muitos anos fui militante de causas no meu país. Fui revolucionário, lutei contra ditaduras, abracei a causa ambiental quando ela nem existia, iniciei o ecoturismo no Brasil, trabalhei com populações tradicionais, teatro, performances e design. Fui o que se chamava de vanguarda. Naquela época, a vanguarda não era uma exclusividade da academia e o intelectual não necessitava ser doutor, bastava um engajamento e um papo orientado sob a ótica da maravilhosa velha esquerda. Minhas causas eram patrocinadas pela minha vontade inequívoca de mudar o mundo, adicionada pelo prazer sutil de me sentir vanguardista, de me ver no front